Arquivo do mês: dezembro 2010

Natal na minha cozinha!

Ah não! Acredita que esses ovos estão na maior animação para o Natal? Não, né? Por isso eu fotografo. Para ninguém falar que estou mentindo…

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 Que a animação dos meus ovos esteja presente na noite de Natal de todos vocês!
Dá até pena de fazer rabanada… 

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Os Ovos e a História da Física

Caramba!!!! Sabem quem está lendo o meu livro e está adorando? Se eu contar ninguém acredita! Por isso resolvi fotografar!

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Ying-Yang-Yuki-Nara

crianças quinta na praçaHoje não teve jeito. Eu tento evitar, procuro passar longe, manter uma certa distância, mas hoje não teve jeito mesmo. Tive que ir ao shopping em pleno mês de Dezembro! E ainda com Nara e Yuki! Era para ser algo bem rápido mesmo, tipo vapt-vupt, entrar e sair, ping- pong, ying-yang, fuivoltei. Nara precisava de um biquíni para ir ao Rio Water Planet amanhã comemorar os treze anos da melhor amiga. Era só isso. Um biquíni.

Coloquei Yuki rapidinho num parquinho fechado cheio de monitoras que andam descalças num chão acolchoado e colorido e saí correndo com a Nara para escolher a roupa de mergulho, pirueta e escorregadas radicais. Peguei o Yuki uma hora e meia depois (!) e ele fez o maior escândalo para sair daquele bem-bom. Parece criança esse meu filho caçula. Muito imaturo. Não entende a finitude da minha paciência e da minha conta bancária. Yuki, o dinheiro da mamãe acabou. A-ca-bou! Vamos embora correndo senão a mulher vai chamar o moço que vai expulsar a gente daqui! Gastei meu latim à toa, de nada adiantou uma explicação super clara e detalhada sobre o funcionamento do mundo. Comecei a tirar meus sapatos bufando para correr atrás dele e pegá-lo à força quando a Nara se meteu e gritou de onde estávamos mesmo que eles iam tomar o maior sorvetão do mundo se eles saíssem dali naquele exato instante. Sorvete? Mané, que sorvete? Nara, tá maluca? Temos que vol… pronto. Yuki já estava ao meu lado calçando os chinelos todo animado. Ele e mais um punhado de crianças que, bem feito, tinham que ficar lá mais um tempão brincando.

O sorvete não estava no script, assim como tanto tempo no parquinho também não e nem a quantidade de biquínis experimentados. Mas tudo bem, Nara vai arrasar amanhã e eu já estava mesmo precisando naquela altura de um sundae duplo.

Indo a caminho do estacionamento depois de nos entupirmos de tanto sorvete, quem a gente viu? Quem estava lá no shopping? Quem? Bem sentadão dando tchau. Quem? Ele mesmo. Papai Noel. Perguntei ao Yuki se ele queria falar com o bom velhinho. Assim, depois de pegarmos uma filinha básica e de ver muitas crianças mega assustadas sendo forçadas pelos pais sem a menor noção de psicologia, a se aproximar mais, a sorrir, e até a sentar no colo do coitado do homem já todo suado, chegou a vez do meu filho.

Yuki se aproximou timidamente. Eu toda cheia de cuidado e com todo jeitinho fui puxando a mãozinha dele em direção ao Papai Noel (!!! Papai Noel!!!!). Conforme o homem rechonchudo começou a fazer perguntinhas, Yuki foi se soltando.

Qual o seu nome? Qual o seu time? Quer ganhar o que de Papai Noel?

Depois dessa última pergunta então… ele até soltou a minha mão para explicar com gestos tudo o que ele queria. Um helicótupelú que faz ttatatatataaa, um carrão bem glandão de contlole remoto, um avião que voa láááááá longe e mais um caminhão que carrega carros, e mais…e mais….e mais…

Papai Noel, todo fofo e politicamente correto, perguntou se ele havia obedecido mamãe. Yuki me olhou assustadaço, e disse baixinho para ele que havia ficado de castigo uma vez, mas que pediu desculpas e ficou bem bonzinho depois. E foi chegado o momento da despedida. Papai Noel pediu um beijo e um abraço bem forte, Yuki deu tudo o que Papai Noel pediu e Papai Noel, todo simpático, deu para o Yuki um pirulito no final. Tudo muito legal. Mas, outra coisa fora do script do dia: Yuki olhou para o pirulito, para o Papai Noel, para o pirulito…nessa hora, eu pressentindo o que não se passava naquela cabecinha, segurei a mãozinha dele e comecei a tirá-lo de perto do seu barba-branca-me-poupe!, mas Yuki botou pé firme, começou a fazer biquinho, depois abriu o berreiro e desembestou a reclamar reclamar reclamar. Pu quê? Pu quê? Pu quê só um pilulito pla mim? Pu quê??? Eu num ti disse que pedi desculpa?

Até ele se acalmar para eu conseguir explicar que hoje era só o dia de anotar os pedidos, que Papai Noel virá à nossa casa na noite de Natal, que o pirulito não era presente, era só um negocinho sem significado nenhum que Papai Noel dava para todo mundo seja bom ou ruim nessa vida, tenha pedido desculpas ou não pra mamãe…olha, foi brabo. As crianças na fila estavam num misto de ansiedade e pânico vendo o escândalo do Yuki que apontava com a mão esquerda o pirulito que segurava com a direita e que revezava o olhar úmido entre o doce e alma do Papai Noel.

Eu já estava a ponto de contar toda a verdade para o Yuki que seguia inconformado. As duendes empurrando a gente para sair da frente do Papai Noel, o diabo do homem já chamando outra criança sem ainda resolver a crise do meu filho, a minha paciência já no beleléu, meu coração batendo tresloucadamente … peguei o pirulito da mão do Yuki, apontei para o Papai Noel e antes que eu falasse uma poucas e boas para ele, a Nara gritou de longe. Yuki, vamos ver os carros no kart! Que kart, mané, kart? Nara, a gente tá in… Yuki saiu correndo animado e fomos ver (rapidinho, viu?) qual era daqueles carrinhos barulhentos.

Finalmente, depois de sei lá quantas horas dentro de um shopping, as crianças cansaram de tudo aquilo e pude voltar para a casa sem precisar prometer nada além da casa mesmo.

(Leve, estranhamente leve depois dessa tarde, sentei aqui na biblioteca e comecei a fazer um trabalho do curso de filosofia. Porém, mesmo diante de grandes questões sobre a existência há nesse instante uma só pergunta que me paralisa. O que eu faço agora com o pirulito que está na minha bolsa?)
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Gostou? Então quem sabe goste desses também?

Sinal Verde
Dividindo pra poder sobrar

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Pelo sim, pelo não…

Virada do ano para 2010 trouxe erros em                 processamento de datas. (Foto: Divulgação)
Final do ano se aproxima. Eis que chega Dezembro, o calor infernal carioca e as decorações de Natal que ano a ano destoam cada vez mais do nosso clima. O excesso de vermelho, justamente nessa época, é um desafio à minha enxaqueca. Diante da imagem de Papai Noel que a toda hora aparece na minha frente seja lá onde eu esteja, acabei sem querer refletindo no meio de um baita engarrafamento na Praça da Bandeira se, por um acaso, ele, o Papai Noel, existisse me visitaria na noite de Natal. Para tanto e por falta do que fazer, ao som de buzinas e apitos de guardas de trânsito, realizei a minha própria retrospectiva 2010:

Consegui terminar o meu curso de italiano que nem Deus sabia se o finalizaria. Ingressei oficialmente no doutorado. Quase não fiz exercícios físicos. Dirigi no limite da velocidade mas avancei muitos sinais. Passei a emprestar meus livros somente mediante uma garantia de que eles seriam devolvidos. Comecei a pintar o cabelo e não contei a ninguém. Decidi fazer terapia. Fui usuária da ração humana por um mês e meio. Menti para os meus alunos dizendo que a prova estava muito difícil. Usei vírgulas indevidamente. Conheci o CERN e a terra de Jorge Luis Borges. Esnobei. Comprei poucas roupas, um Cuco para meus pais de presente, nenhum CD e vinte e sete livros. Li menos da metade, mas detonei em uma semana todos do “Pequeno Nicolau”. Quase não comi fruta. Não fui a Minas ver meus tios e nem a nenhum médico. Experimentei acarajé e a solidão no farol da Barra. Meu filho mais velho foi morar com o pai e eu não chorei. Vi as quatro temporadas do Prison Break direto. Não subestimei e nem idolatrei ninguém além de mim mesma. Entrei no facebook. Engordei 3 quilos. Quase não falei palavrão, mas xinguei a minha sogra. Xinguei uma nora também. Meu cunhado. E mais um punhado de gente que me tirou do sério. Votei na Dilma.Entrei nas aulas de conversação em inglês. Fiz barulho de metralhadora quando vi na televisão os traficantes fugindo da Vila Cruzeiro e entrando no Complexo do Alemão.

A grande questão que me coloquei já na altura do Maracanã é o que ainda daria tempo de se fazer antes da chegada do Natal para que o bom velhinho não só aparecesse como também me entupisse de presentes legais. Ele não virá, eu sei e não me importo. Eu procuro me perdoar diariamente e isso é o que basta. Queria apenas arejar a biografia e deixar vazar alguns pensamentos nada abençoáveis. Mas pelo sim, pelo não e pela incoerência que me persegue, andei chupando manga, comecei ontem a tomar caralluma (um redutor de peso que vai me deixar com o corpo da Gisele Bundchen em menos de dez dias), marquei uma consulta médica, estou lendo Schelling e vou a Minas semana que vem.

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Gostaria de saber dos amigos, o que eles fariam para ganhar presentes na noite de Natal. Vejam bem, não se trata de promessas para o ano que vem e sim para o que dá para ser feito antes deste acabar! Mais alguém quer ficar nu?





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