E agora, José? (Parodiando Drummond)

rio

E agora, José?
A Perimetral acabou,
O prefeito surtou,
Cet-Rio talqueparil…
a Rio Branco estreitou,
e agora, José?
e agora, você?
você que tinha fome,
e almoçava com os outros,
você que tinha acessos,
e andava pras festas…
e agora, José?

rio2

Está sem um qualquer,
está sem percurso,
está sem caminho,
já não pode correr,
já não podia se atrasar,
Eduardo Paes, não fode!
o ônibus aumentou,
o 383 não veio,
o 254 não veio,
o 201 não veio,
não creio na Supervia!
e a barca atrasou
e o metrô entupiu
e o trem lotou
e agora, José?

metro

Com o volante na mão
quer ver onde desemboca,
sai da frente, idiota!
quer correr pro bar,
mas a esposa vetou;
quer virar a esquina!
nem a esquina não dá mais!
José, e agora?

rio4Se você voasse,
se você desaparecesse,
se você pedalasse
no asfalto fluminense,
se você sumisse,
se você retornasse,
se você corresse…
Mas você nem corre,
eu te esconjuro, José!

São Paulo páreo duro
e qual paulista revoltado,rio5
sem nenhuma via,
sem nenhuma rua
para se transitar,
sem helicóptero preto
ou mesmo um rosa choque,
você murcha, José!
José, está longe?

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Arquivado em Crônicas

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