Nós, as Mães

birrenta

Hoje na fila do caixa do supermercado uma criança começou a pedir um mentos-chiclete desses que ficam no corredor clamando para pegarmos e que custam mais que um quilo de filet mignon. A mãe falou não. Muito caro, disse ela. Achei justo. Balancei a cabeça positivamente de forma discreta como um reflexo de aprovação. Daí, o menininho desatou de chorar alto fazendo escândalo. Eu ali. Firme. A mãe explicou calmamente as prioridades dela e ofereceu um outro mais barato. Balancei a cabeça de novo, dessa vez com mais vontade já de forma consciente mesmo. O garoto não queria saber. Partiu para ofensa verbal. Xingou a avó e tudo. E eu ali. Firme. O guri começou então a bagunçar toda a prateleira. Eu ali. Firme mas já quase oferecendo a minha sandália plataforma para a mulher fazer o serviço. A mãe, então, serena, disse para o moleque que ele estava sem videogame, sem televisão e que não adiantava pedir desculpas! que o castigo seria mantido. O pivete sossegou, mas mostrou a língua para ela assim que ela se virou de costas para ele e começou a passar as compras dela no caixa. Eu ali… Firm… Peguei a caixa de mentos, balancei na frente do monstrengo fazendo barulhinho de chocalho, abri, joguei todas as pastilhas de uma vez na boca e comecei a mastigar de boca aberta babando açúcar olhando bem nos olhos dele com o sorriso do Coringa.

Nós, mães, somos meio assim. Cuidamos uma das outras e de vez em quando alopramos pensando no futuro da humanidade.

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