Triste Realidade

9 anos. Fui fazer exame de vista. O oftalmo apagou a luz e mandou eu ler as letrinhas. A sala ficou muito escura. O médico segurou o meu braço e começou a me sarrar toda. Minha mãe estava na sala mas não viu nada naquela escuridão. Eu apavorada me calei.

‪#‎PrimeiroAssedio‬

11 anos. Em Minas. Fui na beira do rio pegar capim para os porquinhos da índia. Um homem que estava passando abaixou as calças e começou a se esfregar todo em mim. Consegui me desvencilhar dele e corri gritando. Foi preso.

‪#‎SegundoAssedio‬

12 anos. No ônibus. Eu sentada sozinha um homem senta ao meu lado. Pega a minha mão com força e coloca em cima do pênis dele. Ameaça-me com um canivete. E eu sou obrigada a obedecê-lo. Mais gente entrou e ele parou e desceu. Fiquei em estado de choque.

‪#‎TerceiroAssedio‬

Nunca falei disso publicamente e se o faço é para fortalecer a campanha publicitária criada pelo coletivo feminista Think Olga para que mulheres através dessas hashtags no Twitter compartilhem relatos dos primeiros abusos ou assédios que sofreram. Eu fui além já que outras redes sociais permitem mais caracteres. Iria até a quinta. Mas já fiz meu papel.

E você, parça, não me venha falar que mulher feminista é chata e fica de mimimi. Se você não passou por isso, fica calado, por favor. É o mínimo.

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Arquivado em Crônicas

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