Arquivo do mês: julho 2017

Que venham os tombos

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Não estava dando conta desse turbilhão de sentimentos que me persegue e me assusta. Acreditava que ao menos a mim mesma conhecia. Ledo engano.

Se colocados em situações distintas, ficaremos surpresos com o que conseguimos ou não fazer. É impressionante a nossa ignorância sobre o universo formado pelo nosso corpo.

Quem acredita que entende bem sobre si é aquele que vive todos os dias iguais. Aí não há mesmo como se testar e há muito para se iludir. Seja em um assalto, seja ao ter que lidar com a morte de um ente querido, com uma separação, ao conhecer um ídolo, diante de um novo amor não há como não ficarmos surpresos com a nossa força ou as nossas fraquezas.

Padeci essa semana. O corpo não deu conta de tanta adrenalina. Tive que lidar com o nascimento de um novo filho (Tenso, logo escrito), com a chegada da mesa redonda que dividi com dois gigantes da educação (Rafael Parente e Thiago Berto), fora a coordenação de física do cefet, meus estudos de novas metodologias para aplicar em minhas aulas e a responsabilidade com meus três filhos. Como se tudo isso não fosse o bastante, eu estava assustada com o que me vi prestes a fazer diante de uma grande saudade. Não estava sabendo frear os meus impulsos.

Foi muito para mim. O corpo reclamou.

A despeito de três horas de pilates que fiz essa semana mais dez quilômetros devidamente corridos, da minha excelente alimentação e as inúmeras tentativas de meditação, arrumei um torcicolo que assusta os que mexem no meu pescoço. Lateja. Virou pedra meu músculo. Não há massagem, analgésico, reza que dê conta.

Preciso parar de pensar, pensei.

Preciso parar de escrever, escrevi.

Preciso parar de inventar, criei.

Preciso parar de amar, chorei.

Dá a impressão que há, de fato, Alguém lá em cima fazendo algo mesmo sem eu pedir.

No meio da semana, recebi um convite para aprender a andar de skate. Era nada menos do que um puta profissional do ramo me estendendo a mão sem saber que eu, naquele momento, estava precisando de um guindaste para me tirar do poço.

Hoje foi minha primeira aula. Chegamos lá eu e meu pescoço com essa textura de chumbo. Em poucos minutos, Alex, o teacher, ficou sabendo de todos os meus problemas já que eu sou dessas de contar tudo que me aflige para quem quiser ouvir. Após escutar detalhes sobre minha vida com atenção e tentar me relaxar com uma massagem na qual detectou que eu era um caso grave e só um especialista na causa, começamos a aula.

Primeiro, precisava trabalhar o meu equilíbrio. Fiquei apoiada em um pé com o corpo inclinado durante muito tempo. Era só uma questão de concentração. Nada mais do que isso. Mole.

Depois de muito exercício no chão, fomos para a plataforma móvel. Sentei-me para colocar todo o equipamento de segurança.  Alex colocou o capacete para proteger minha cabeça, cotoveleira para não machucar meus cotovelos e joelheiras para poupar meus joelhos.

– Pronto. Disse ele.

– E no meu coração? Nada? E se eu me estabacar toda? O que vai me proteger? Preciso de algo, por favor. Tem nada aí para ele não? perguntei desesperada.

Alex apenas estendeu, agora literalmente, sua mão para eu me levantar.

Antes de qualquer coisa, aprendi a cair. Joguei-me no chão de propósito de formas diferentes.

– Sobe agora no skate. Lembra de tudo o que acabou de aprender. Coloque o peso no pé direito. O pé esquerdo tem que encostar todo no chão. Quando um subir, o outro vira sem que você o desencoste. Os dois pés têm que fazer 90 graus com o skate. Solte os ombros. Eles precisam se movimentar para te ajudar. Relaxe o corpo. Flexione os joelhos. A força tem que estar no seu dedão. Se for cair, aquilo que você aprendeu. Jogue o corpo para a frente. Proteja o cóccix. Levante o braço esquerdo inicialmente para te ajudar no equilíbrio. Vai. Comece assim…

Precisei me concentrar muito para não me esquecer de nada.

Incrivelmente, saí de lá depois que cansei de tanto brincar. Surpreendi positivamente o professor que não parou de me elogiar e dizer que, em breve, farei passinhos de dança no longboard.

Nunca na vida pensei que fosse me equilibrar com tanta facilidade em um skate. Sempre achei que essa brincadeira era algo que ou se aprende quando criança ou quando criança. Depois que crescemos e acumulamos traumas e medos, certas aventuras nos são vetadas. Assim acreditava.

Meu centro de massa não saiu da base em nenhum momento. Todos os comandos que eu mandava da minha cabeça, meu corpo respondia. Concentração máxima. Preciso desviar do buraco, pés, me ajudem. Olhe para a frente. Volte. Jogue o corpo para trás para fazer a curva. Isso.

Estava muito insegura, é claro, mas conseguia manter o equilíbrio ainda que bem instável. E mesmo sabendo que quanto maior a velocidade, pior seria o tombo, não resisti. Mal consegui ficar em pé no skate, só queria saber de dar mais impulsos e assim o fiz. Se caísse e quebrasse um osso, estava valendo a pena dado o prazer que estava sentindo.

Não adianta. A dor está iminente no deleite. Não há grandes felicidades sem perigos na mesma proporção. O maior risco, concluí depois da aula de hoje, não é aquele que não posso correr e sim o que não posso deixar de correr.

Cá estou depois desse aprendizado. Animada com o medo de me machucar.

Feliz por ser tão desequilibrada.

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Mãe, pinta minhas unhas de vermelho?

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Yuki , meu caçula de dez anos, anteontem estava me rondando pela casa:

– Mãe, pinta as minhas unhas da minha mão direita de vermelho?

– Vamos lá. – disse prontamente.

Peguei meu esmalte e fiz o serviço pedido. Mas queria pintar as unhas da outra mão também por costume meu.

– Não, mãe. Só quero uma mão mesmo.

– Está se sentindo bem assim?

– Ótimo, mãe. Obrigado.

– Vai para a escola assim amanhã?

– Vou.

– Então se prepara porque o mundo é um moinho. Seus amigos e até professores podem questionar essas unhas, te chamar de viado, bichinha, essas coisas que não deveriam ser xingamento mas as pessoas insistem em tentar ofender com elas.

– Tô ligado. Pode deixar.

Ontem. Assim que peguei Yuki na escola, perguntei:

– E então. Como foi hoje você e suas unhas?

– Mãe, foi muuuuuito pior do que você falou e eu imaginei. – disse ele com o semblante assustado – As pessoas estavam querendo mesmo que eu me envergonhasse das unhas. Viado foi pouco. Os garotos me chamaram de tudo o que você possa imaginar e tentaram me ofender de todas as formas.

– Você falou o quê?

– Eu não disse nada. Não estou nem aí. Isso aqui não tem nada a ver com a minha sexualidade. Teve muita gente querendo saber se eu era gay e eu nem sabia o que responder porque não sei mesmo o que vou ser. Mas o que me deixou assustado foi a curiosidade das pessoas e a importância que elas dão para isso. Você é minha mãe! Não me perguntou uma única vez por que eu queria pintar minhas unhas de vermelho! Por que outras querem saber se sou gay ou não?!

– Mas você sabia que chamaria a atenção. Se não quisesse, não pintaria as unhas. Por isso te avisei.

– Mãe, é claro que queria. Acho super estiloso isso. Vi em um YouTuber que sou fã. O (esqueci o nome do cara) faz vídeos irados! E ele pinta uma mão só de vermelho. Foi uma homenagem a ele.

– E ele é gay?

– Até você, mãe? O que isso importa! Sei lá. Sei que é maneiro e quis fazer igual. Tô me sentindo mega estiloso como ele.

– Entendi. Perguntei só para entender por que você o admira. Explicou para seus amigos?

– Eu não! Eles viram que não me importei e
passaram a encher o saco de outro.

Meodeos. Criei um monstro.

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Todos educam. A escola também.

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Se tem uma coisa que me tira do sério é ouvir professor dizendo “A família educa. A escola ensina.”

Primeiramente (fora, Temer), o que esse professor entende por “ensinar”?

Se for o ato de passar informações para que o aluno faça aquela prova que ele aplica há anos, saiba que suas aulas, professor, estão – em bem melhor qualidade – disponíveis em vários canais do Youtube. No mais, informação por informação temos hoje o que quisermos na web. Como, professor-que-não-educa-e-só-ensina, você justifica para o seu aluno a necessidade de assistir as suas aulas? Se não fossem obrigados, quantos estariam presentes?

Mas, se “ensinar” significar, a la Paulo Freire, criar as possibilidades para a produção ou a construção de um conhecimento, então, isso é Educar. E vale dizer que todos nós nos educamos diariamente. Somos educados quando vemos uma pessoa fazendo uma caridade, quando sentimos o valor de uma abraço, quando observamos uma criança dividindo a merenda com a outra, quando vemos uma inclusão social…, enfim, mediatizados pelo mundo, somos educados e educadores sempre.

O papel do professor, o sujeito que, por essência, trabalha com Educação, não pode ser somente em transmitir conteúdos, mas também – e principalmente – de ensinar a pensar, a refletir, a questionar, de estimular a curiosidade. E isso tem a ver com modificar um ser humano. Não falo aqui de colocar ou tirar valores religiosos nos alunos, mas de fazer com que o aluno pense sobre eles. E que maravilhoso ver um aluno sempre pensando a respeito de seja lá o que for, não é verdade?

Se quiser que a escola continue ensinando os valores religiosos da família, há escolas para isso, as particulares. As escolas públicas não devem ter isso como compromisso por ser laica.

E não vou cair aqui na hipocrisia de dizer que a escola é neutra. Ser laica é uma coisa, neutra é outra. Ou se educa para o silêncio, para a submissão, para a obediência cega ou se educa para entender como funciona essa grande máquina chamada mercado de trabalho. E ambas as formas de educar são políticas. A primeira forma cidadãos-zumbis que acreditam que o mundo é assim, nada mais pode ser feito e só lhes resta ser mais uma peça substituível nesse sistema. A outra…

Então, o ponto todo é explicitar o porquê e o para quê somente “ensinar”. Vocês, professores-que-tem-aversão-ao-ato-de-educar, trabalham para quem? A favor de quem? Vocês estabelecem uma relação dialógica com o saber, buscando uma sociedade democrática ou reproduzem a lógica do sistema no interior das escolas através de exclusões, de estímulo à individualidade e à competitividade?

Em que medida um professor que tenha opinião formada sobre os assuntos mais emergentes e que está disposto a dialogar com seus alunos, a problematizar qualquer saber pode ser acusado de um inculcador ideológico? Quando o professor nada discute com seu aluno, o que ele está lhe ensinando?

Reclamar que o mundo está ruim, que o ser humano está acabando com o planeta, se queixar de violência urbana e não mostrar, dentro de sala de aula (ou fora dela) sempre que possível, os diversos conflitos, pelo contrário, fingir que eles não existem é agir politicamente no sentido de contribuir de forma descarada para que o mecanismo de opressão continue.

Pergunto a esses que reproduzem a frase-mantra do projeto Escola sem Partido (“A família educa. A escola ensina“):

– A quem interessa você, professor, usar essa frase como guia de conduta?
– Por que não lhe encorajam a ser um verdadeiro educador?
– Você repete um modelo de aula. Por quem e para quê esse modelo foi criado?
– Quando os alunos te obedecem e assistem sua aula em silêncio, o que eles estão aprendendo com isso?
– Em que medida desobedecer é ruim?

Pensemos.

A desobediência como divergência é um ato mega transformador, pois só crescemos no embate. Ao ser capaz de dizer não às imposições do sistema, educandos, educandas e educadores reafirmam o seu eu.

Só não aceitamos as mazelas do mundo quando desenvolvemos uma consciência crítica que nos possibilita desobedecer – no sentido de poder provocar mudanças substanciais e não aceitar as injustiças apaticamente.

O que se espera de uma escola que separa os capazes dos incapazes, que não dá espaço ao mínimo questionamento e quando um estudante o faz é considerado como subversivo? Em que medida isso também não é uma atitude política?

Ou educa a favor dos privilégios ou contra eles, ou a favor das classes oprimidas ou contra elas. Ou para falar ou para ficar calado. Aquele que se diz neutro, que apenas “ensina” serve apenas aos interesses do mais forte. Não se iluda, portanto, prezado colega.

Ao professor que se recusa a ser uma marionete desse sistema e se nega a repetir frases ditadoras escritas no Projeto escola “sem partido”, cabe a tarefa árdua e instigante de criar condições para que uma educação democrática seja possível, no sentido de gerar um cidadão solidário, preocupado em superar o individualismo criado pela exploração do trabalho.

Essa tarefa de uma educação pelo coletivo não virá em forma de lei e nem precisa já que os nossos documentos oficiais nos dão total liberdade para isso. Uma escola que gera seres que sabem questionar e não apenas responder já está sendo pensada e trabalhada há anos por muitos educadores que se educam mutuamente e diariamente, vale frisar.

Não é sem motivo que surgiu o projeto “Escola com mordaça” que faz, dentre outras coisas, os professores (frutos desse sistema que não ensina a refletir sequer sobre nossa prática) repetirem a frase que faria Paulo Freire se remexer todo no túmulo: “A família educa. A escola ensina“.

Pelamor, gente.

Que tal outra: “Todos educam. A escola também.”?

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“Foi só uma piada.”

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Sou deficiente auditiva. Uso próteses há cinco anos, quer dizer, tenho próteses e uso quando é extremamente necessário. Meus alunos sabem disso e quando perguntam algo já impostam melhor a voz para que eu possa ouvir. Entrar em uma sala de aula com próteses é ter um helicóptero morando na cabeça. Quando todos falam, situação estimulada até em minhas aulas pelos debates que proponho, com meus ouvidos artificiais, entro em desespero.

Quem convive comigo já sabe que não adianta falar de costas, cochichando ou baixinho… preciso da leitura labial se estou sem as próteses. Não é necessário gritar. Aliás, quando gritam para que eu entenda, além de vergonha sinto uma tristeza profunda. Eu não tenho culpa em ter um problema degenerativo onde não há nada que se possa fazer para revertê-lo. Queria eu ter meus ouvidos naturais de volta porque as próteses passam longe de ter o mesmo efeito. Tudo fica microfonado e esquisito. E olha que as minhas são bem moderninhas.

Não é sem motivo que o deficiente auditivo é, de todos os deficientes, o que mais sofre de depressão. O convívio passa a ficar cada vez mais difícil porque ele irrita o interlocutor quando pede para repetir uma fala. Sabendo disso, ou finge que ouve ou se isola mesmo – o que é mais comum.

Piadas fazem parte do meu dia a dia. Até mesmo entre “amigos” já presenciei muita gente rindo de mim. Com esses, não convivo mais e não deve ser por outro motivo que tenho preferido ficar entre meus livros.

Pois então, ontem fui a um show de comédia. Comprei ingressos com meses de antecedência. Fã do grupo de carteirinha. Saí de Madureira para Copacabana num frio que deus me livre. Feliz por saber que ia rir e me distrair.

Mal o primeiro integrante do grupo entra no palco, piada sobre qual tema que ouço com as minhas próteses? De deficientes auditivos.

A plateia toda se esbaldou de dar risada. Eu olhava para os lados, para trás, para a frente sem acreditar que estavam rindo de algo que é o meu inferno e que causa a depressão e o isolamento de N pessoas. E não pensem que são somente os idosos. A deficiência auditiva é muito comum entre jovens também. Poucos são os que assumem por vergonha. Raros os que usam próteses porque é caro essa meleca.

Daí, pensei em escrever. Mas escrever o quê? Pedir para não fazerem mais piadas com deficientes só porque eu fui a única que fiquei arrasada naquela plateia lotada e quis sair correndo dali?

Fiquei, para variar, a refletir.

Piadas preconceituosas contra negros, mulheres, gays são engraçadas? Eu já ri de muitas delas. Hoje, não consigo. Me ofendo. Reclamo. Sou a chata integrante da patrulha do politicamente correto.

O que é ser engraçado e o que é ser um humorista, afinal? Por que piadas que diminuem o outro provocam o riso? Quem ri é cúmplice? O humorista apenas expressa os valores presentes na sociedade? O comediante deve dialogar necessariamente com o preconceito? Há formas de fazer isso chamando a plateia para refletir sobre o quanto o preconceito é nocivo e não reforçando estereótipos? E, se já sabendo de antemão que preconceitos e estereótipos estão presentes no perfil da plateia, falar o que a maioria quer ouvir isenta o humorista de responsabilidade social já que a graça está na cabeça de quem ri?

Não se trata de proibir nenhum tema. A questão é a forma que assume o discurso. O comediante não é neutro, ele precisa saber de que lado está. As piadas podem, inclusive, levar a pensar sobre as minorias, o racismo, o sexismo, as nossas deficiências… Ou não?

O humor pode ser usado para resgatar uma pessoa da dor ou da repressão ou só funciona se ofender?

Seria eu a patrulha e estou me esquecendo que há liberdade de expressão? Mas liberdade de expressão não significa eu poder reclamar de uma piada que considerei ofensiva? Ou liberdade de expressão significa ofender quem quiser e não poder ser criticado por isso?

Sou contra qualquer lei que regule o discurso e o pensamento. Mas entendo que liberdade de expressão dá a cada cidadão o direito de falar o que quiser, mas também o dever de responder por suas atitudes. E grazadeus que essa tal liberdade existe porque é através dela que identifico os verdadeiros idiotas em nossa sociedade.

Longe de ser o caso do grupo de comédia que fui ver ontem. Ao longo do espetáculo, outras piadas surgiram. Nada que se assemelhasse a malfadada sobre deficientes auditivos. Amém. Piadas muito mais criativas e inteligentes que em nada remetiam a nenhum tipo de preconceito, diga-se de passagem, foram o forte da noite. O saldo foi positivo.

Fico só me perguntando se pelo fato de eu ter sido a única a ter ficado arrasada quando ouvi a tal “piada” logo de início, tudo isso que falei pode ser enquadrado no famoso mimimi e devo aceitar o velho argumento: “foi só uma brincadeira”.

(Mas brincadeira não é quando todos se divertem? Se um se sente ofendido ainda assim é brincadeira? Não teria outro nome nesse caso?)

Ou… se eu falando o quanto sofri e o quanto são nocivas para mim essas piadas, isso pode ajudar a outras pessoas a refletirem sobre a graça de proposições que zombam de uma deficiência e, quem sabe, entender que falar em inclusão perpassa toda essa discussão.

Sei lá. Apenas pensando aqui…

 

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