​Carta aberta à professora Marcia Friggi que foi brutalmente agredida por seu aluno de 15 anos:

Querida Marcia,

Sou professora há vinte anos. Lecionei em escolas estaduais, particulares e, hoje, sou uma privilegiada por ser docente do CEFET/RJ. Digo isso porque, na esfera federal, temos condições melhores de trabalho ainda que nada seja definitivo. Enfim, somos colegas de luta.

Dizem por aí que quando uma mãe perde um filho é como se todas as mães enterrassem sua cria. A palavrinha da moda: empatia. A dor é sentida como se fosse nossa por, talvez, ser de todas realmente.

Penso que o mesmo se dá com essa linda profissão. Quando um professor leva um soco, é atingido por uma bala de borracha ou humilhado seja pelo diretor de escola seja pelo nosso próprio aluno, todos nós, educadores, padecemos. Portanto, venho lhe dizer, Marcia: estamos todos dilacerados.

O que achei de suma relevância em sua postagem foi a conjunção “mas” usada no último parágrafo: “Estou dilacerada, mas eu me recupero e vou dedicar a minha vida para que nenhum professor brasileiro passe por isso nunca mais“.

A força de um educador é impressionante e venho aqui hoje dizer que você não está só e podemos juntas fazer muito mais.

Para variar, pergunto-me o que levou o aluno a lhe agredir e como podemos agir para que isso não torne a acontecer com mais nenhum colega, como você mesma desejou.

Sabemos, Marcia, que damos o que recebemos. Li vários comentários em publicações que compartilharam de sua postagem dizendo que faltou a esse jovem “porrada” e “corretivos”.

Fiquei assustada e pensando sobre tudo isso.

Não sei se com violência melhoraremos o mundo e tenho quase absoluta certeza, a despeito do sangue que escorreu pelo seu rosto, de que você, Marcia, não deseja que o agressor seja assim corrigido e acredite que com mais desamor resolveremos esse problema epidêmico da falta de respeito entre os seres humanos no mundo.

Ele não deu um soco só em você. Seu aluno representa um grupo (grande) da sociedade e seu olho, inchado com o golpe recebido, o de todos nós professores. No que pese tamanha aflição que senti ao ver seu sangue, lembrei-me de Gandhi e questionei-me se, ao devolvermos com a mesma moeda essa violência, não terminaremos todos cegos.

No mais, Marcia, os nossos governantes não nos respeitam há tempos. O salário de um professor público da rede municipal e estadual é um insulto. Não escolhemos essa profissão para ficarmos ricos, mas condição de trabalho  digna era o mínimo que deveríamos ter. Nem isso, Marcia, estamos tendo. Há colegas sofrendo de depressão e se matando literalmente por não aguentar a vida que têm levado.

Os pais de muitos de nossos alunos também não nos tratam com o mínimo de educação.

A população não mais se comove com as condições em que se encontram as escolas públicas brasileiras.

O sucateamento do pouco que nos resta da Educação Pública segue a olhos vistos e desejam que acreditemos que isso é destino, ou seja, que nada pode ser mudado.

Quando queremos conscientizar os estudantes de que precisamos repensar a sociedade, diminuir o preconceito e as mazelas do mundo, Marcia, dizem que estamos fazendo doutrinação marxista nas escolas e nos ridicularizam.

Como exigir respeito de um adolescente se todo o resto da sociedade parece que nos abandonou, Marcia?

Punir esse aluno com mais violência talvez o assuste e, por medo, ele aprenda a controlar o ódio dentro dele. Mas pode ser que isso signifique enxugar gelo. Não sei se você concorda comigo já que está sob efeito desse susto. Seja lá o que você sentir e pensar, eu compreenderei.

Para finalizar, Marcia, divido com você a sua indignação e a minha dúvida: em que medida os pontos que você recebeu na sua ferida serão suficientes para fechar e curar o corte que nós, professores, recebemos todo santo dia de nossos governantes e da sociedade?

Conte com meu apoio nessa luta para que isso não mais aconteça com nenhum de nós.

Com carinho.

Elika Takimoto
—–

Segue a postagem da professora contando o triste ocorrido:

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1420157574727537&id=100001999254929

27 Comentários

Arquivado em Crônicas

27 Respostas para “​Carta aberta à professora Marcia Friggi que foi brutalmente agredida por seu aluno de 15 anos:

  1. Gilberto Barros Vieira

    Meu Deus , como dizia minha vovó é o fim dos tempos. Como doi meu coração vendo essa imagem. Todo apoio aos professores do meu Brasil.

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  2. É triste realmente. Não sou professora , mas também me sinto indignada pela falta de respeito que vemos hoje em nossa sociedade. Enquanto houver corrupção, enquanto permitirmos que os políticos se sintam superiores a nós , a educação sempre será “sucateada” no Brasil, pois sabemos que não há interesse político para que o povo aprenda , evolua , saiba reivindicar seus direitos e assumir seus deveres de cidadão. E eu pergunto , aonde estão os valores e princípios morais que deveriam ser ensinados em casa pelos pais ou responsáveis? Educação começa em casa. Aprendemos com nossos pais a respeitar as pessoas. Quando os alunos se interessam e a família se compromete com a escola , participando verdadeiramente, é um incentivo a mais para o professor se dedicar as suas aulas.
    A escola é o primeiro contato da criança com o mundo , porque lá ele começa a conviver com pessoas diferentes longe da proteção dos pais. E é obrigação dos pais ensinar aos filhos que eles devem respeitar todas as pessoas , do faxineiro ao diretor. A melhor forma de fazer o filho se importar com os estudos , são os pais se importarem primeiro. Qualquer coisa, da mais simples a mais complexa das profissões, tudo que o homem já fez na história da humanidade , ele precisou estudar. O estudo transforma o mundo e a sociedade em que vivemos.
    Estamos vivendo tempos difíceis no Brasil, corrupção, impunidades, crise econômica , o tráfico de drogas cada vez mais forte, desrespeito em toda parte, seja em relação aos idosos, aos professores, as crianças, uma tremenda falta de educação do povo nas filas dos BRTs , preconceitos, julgamentos banais nas redes sociais, e por aí vai… Com a internet, tudo está mais exposto , e também pergunto será que antes era pior? As notícias é que não chegavam tão rápido? Hoje parece que a sociedade acha que debater os assuntos no facebook vai resolver alguma coisa. O povo está cada vez mais individualista e sem força…

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  3. DARIO M souza

    fui professor muitos anos – fui ameaçado de morte por “alunos” traficantes de drogas – fui agredido fisicamente 3 vezes – fui ameaçado por um aluno de 13 anos – fiquei doente – ainda estou doente – faço tratamento psiquiátrico, psicoterapia – arteterapia ha mais de 3 anos – aposentei por invalidez – ” transtorno do stress pós traumático” – não consigo passar em frete a uma escola – fiz 3 curso superior – pós-graduação – muitos cursos –
    tudo em dedicação a educação – não tive apoio da direção da escola – supervisora – colegas professores, secretários de educação – prefeito – ninguém – (quando fui a polícia – riram de mim – para o sistema virei lixo – não tive apoio de país – da sociedade – graças a Deus estou vivo – nos últimos 3 anos perdi 12 amigos professores – todos morreram de stress e depressão devidos a violência de alunos – tenho 56 anos – todos morreram próximo aos 50 anos de idade – SER PROFESSOR FOI UMA DAS COISAS MAIS LINDAS QUE JÁ experimentei na vida – ISTO A MAIS DE 10 ANOS ATRÁS – INFELIZMENTE HOJE NÃO SE CONSEGUE SER PROFESSOR – CONSELHO DE AMIGO – sai deste lugar o mais rápido possível – você pode dar aula fora da educação formal – do serviço público – os caras não estão nem ai ( Brasilia) – eles odeiam professores – a maioria comprou diploma – tem muita coisa interessante para fazer na vida sem correr risco de vida – ainda mais com o sálio de fome que estão pagando para o professor -quando pagam… ufa… estou vivo. Você está viva… o mata é a frustação … mas veja bem… todos os profissionais estão passando por alguma situação de violência parecida … ai….fazer o que ? – não adoecer ou não morrer você continua … se não tiver jeito sai fora… grande abraço e muita energia para você

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    • Glória Medici

      Dário, depois de ler sua postagem, que muito me emocionou, me identifiquei quando diz que: ..eles (governo) não estão nem aí….compraram diploma.
      É isso, Dário. Há muito tempo venho falando desse comércio da educação. Pois está aí, posto….um tipo de político sem compromisso com a educação e com a nação.
      Lamentável!!!!!

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  4. Gostei muito da sua carta aberta!! Vou prestar 2 graduação em Pedagogia! Contem comigo na luta! Obrigada por compartilharem seus relatos, juntos somos mais fortes. Att, Mariana

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  5. Miriam

    Isso é por que os país não são multados, começa a mexer nos bolsos dos pais pra ver se eles nao vao educar mais os filhos, vão pensar duas vezes antes de fazer merda na escola, o dinheiro. ah o dinheiro como diz Leandro Karnal compra dignidade, lealdade, até amor é só começar mexer no bolso dos pais pra ver se eles nao educam. Aqui na Suiça eles multam sem dó. os pais se nao tem dinheiro a Suiça levam a tv, pc, natel o que tiver, por isso que acredito na educaçao com multas. Aqui dinheiro compra tudo nem muro nas escolas tem, Chegou atrasado multa, matou aula multa. Professor não é palhaço.

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  6. Elinaldo alves

    Ainda bem que não é minha mãe porque essa hora ele estava no cemitério e eu no presídio seu filho da puta covarde.

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  7. Texto perfeito. Triste a realidade que estamos obrigadas a engolirmos diariamente.Tudo está fora do lugar…aluno agredindo professores, governantes massacrando professores com salários indignos, vergonhosos (isso quando recebem), uma sucessão interminável de injustiças…

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  8. Renata Carvalho Bozza

    Muito triste tudo isso, sou formada em licenciatura plena, mas não exerço a profissão, nunca lecionei, tenho trauma só de pensar em ser, podem me chamr de covarde e perdedora, mas é uma defesa minha antes mesmo de tentar, aí me deparo com essa realidade de hoje nas escolas…aí eu travo mesmo.
    Desejo melhoras querida professora, que Deus te fortaleça e lhe dê o suporte e recursos necessários.

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  9. Liduina

    O texto que você escreveu expressa o sentimento de milhares de professores

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  10. eduardo de paula barreto

    .

    GIZ DE SANGUE
    .
    Não haveria doutor
    Se não houvesse professor
    Diante do quadro-negro
    E o que seria do mundo
    Se o saber mais profundo
    Permanecesse em segredo?
    .
    Seríamos uma sociedade cega
    Como na Idade da Pedra
    Se não tivéssemos mestres
    E a nossa sabedoria
    Numa parede caberia
    Como arte rupestre.
    .
    O mestre tem como preceito
    Estimular a luta pelos direitos
    E por não ser hipócrita
    Veste a armadura da dignidade
    Empunha a espada da verdade
    E declara a guerra ideológica.
    .
    Então levanta a sua voz
    Contra o Governo atroz
    Durante uma pacífica luta
    E sai caminhando nas ruas
    Tendo como bandeira as suas
    Reivindicações mais justas.
    .
    Mas muitos daqueles alunos
    Que sentaram-se em turnos
    Para com ele aprender
    Usando força desmedida
    Quase lhe tiram a vida
    Fazendo seu sangue verter.
    .
    Antes ele escrevia com giz
    Traçando a diretriz
    Para a alheia realização
    Mas hoje triste se constrange
    Ao escrever com sangue
    A dor da sua indignação.
    .
    Eduardo de Paula Barreto.
    .

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  11. Márcia Muniz

    Enquanto os brasileiros ficarem adormecidos é isso mesmo que vai acontecer!Os políticos querem mesmo é que professores gastem tempo com falta de disciplina em sala de aula,para não dar tempo de ensinar os alunos a terem um olhar crítico sobre o que está posto nas entrelinhas!

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  12. Sonia

    Lamentável. Direitos Humanos deve estar dando assistência ao “coitadinho” que te machucou, não apenas fisicamente. Entendo seu sentimento de desamparo e me pergunto até quando, neste país, os professores continuarão nesta situação de total insegurança. Força e coragem para enfrentar essa situação e seguir vivendo.

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  13. Perfeita colocação: “A população não mais se comove com as condições em que se encontram as escolas públicas brasileiras”.

    É ai que esta a ferida de tudo isso.A Educação no Brasil não é prioridade para os Governantes devido ela nunca ter sido prioridade para a própria Sociedade!

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  14. Olhem o que ela escreveu em um post de 4 de agosto, depois de escrever que um pouco de violência é até bom: “…inclusive pra partir pra porrada, porque tem muita gente merecendo um olho roxo.”
    Reparem nos posts dela, repletos de ódio e falta de discernimento. Tenho pena de quem não pode pagar escola particular e tem que deixar os filhos na mão de gente dessa índole.

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    • Fernanda

      Muitos comentários em solidariedade a professora , mas ela incentiva a violência , o que esperar de seus alunos .Imagine numa sala de aula com adolescentes cheios dos mais diversos traumas.

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  15. Elaine

    A professora Márcia Friggi, hoje é a figura concreta do que nós professores somos diante da sociedade. Estamos sangrando há tempos, quando lidamos com salas super lotadas, salários ridículos, pois muito de nós para ter uma vida digna tem que dobrar, gastando sua saúde física e psíquica em um território minado. Observem que temos incessantes formações continuadas para adequação do que se inadequável, se o mundo está em constante transformação porque só um lado da moeda é que tem que se ceder? Penso que existem pré disposições em índoles e estamos insistindo em situações que “NUNCA” mudarão, nesse caso inclusão é a mais pura teoria furada. Desgastasse um tempo em que poderia estar sendo dedicando a quem realmente “QUER” ser/ fazer algum progresso, com algo que todo o resto da sociedade “JOGA” para a “EDUCAÇÃO”, ora representada pelos “PROFESSORES” , os mesmos cobrados pela família, pela Instituição com um processo burocrático em relação a principalmente, determinado grupo que numa análise fria não queriam estar ali. Me pergunto, num passado não muito distante, onde a instrução não era para todos, houveram lutas para que isso se tornasse LEI, diga-se de passagem, uma lei que até paga em espécie para o indivíduo ir a uma instituição de ensino, não poderia exigir em troca dele ou de sua família um retorno desse investimento? Lamento a situação desse Sistema e, lamento mais ainda por estar inserida nele, pois tinha sonho de contribuir para a transformação de um Mundo, tenho VALORES que não consigo transferir a maioria dos meus alunos, porquê o adversário é gigante. Professora Márcia sinto a sua dor, a sua revolta e medo do que ainda está porvir.

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  16. Sandra

    Infelizmente é o a gemte mais ver por aí todos ods dia pego e levo minha filha a escola e não r difícil vc ver o desrespeito enyre os alunos e professores. Eu realmente nao sei o q acontece com essrs pais de hojenem dia q peite a barbarie desse tipo.eu imagino essa criatura dentro de casa com a própria mãe. Se isso tem mãe pu e filho de chocadeira. Me solidarizo com vc wuerida

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  17. E preciso competência para resolver este e TODOS os outros problemas da vida. Não só no Brasil. Em todo lugar é assim. Problemas existem para serem resolvidos por quem se preparou e tem COMPETÊNCIA. Por isso existem: professores, médicos, engenheiros, advogados, dentistas, etc, etc… e professores! Esqueçam os governantes, esqueçam os políticos porque em algum momento deduziram, erradamente, que aqueles cargos serviriam para suas locupletações! Eles não mudarão de postura sem uma ação forte! Não nos compete tal ação agora! Mas ela já está sendo preparada! Esqueçam deles! Procurem ser brasileiros de fibra e dediquem-se a fazer o melhor que saibam, sem colocar a culpa dos possíveis reveses nos políticos e governantes! Lutem e votem em gente que age assim… e que tenha COMPETÊNCIA! Só isso! Sejam inteligentes e não votem em analfabetos, demagogos ou em pessoas despreparadas! Passem adiante o que julgam SINCERAMENTE bom para a nação tão machucada e sentida, como ela está! Verifiquem o que vocês podem fazer pelo Brasil antes de reivindicarem qualquer coisa do seu país! Amem e ajudem o seu país! Sejam sábios, exigentes e corretos, e boa sorte!

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  18. Ivanei Santos

    É difícil falar alguma coisa sobre desrespeito ao ser humano, onde pessoas vivem desmoralizando umas as outras, principalmente quando se vêem na categoria de “um nível acima” na classe social, sabendo que essa diferença é tão pouca ou insignificante, ou mesmo inexistente. Por outro lado, poderia falar horas e horas sobre minha indignação a esse e diversas outra atitudes desrespeitosa ao ser humano e a qualquer classe social ou profissional, no fim, todos precisamos uns dos outros. Na verdade o meu pensamento diz que há um conjunto de mudanças ao longo dos tempos que ocasionaram e ocasionarão transtornos à moral do individuo de uma forma geral. Políticas mal elaboras, por pessoas mal preparadas, justiça mal distribuída, mal aplicada, inversão de valores ( o errado está certo e o certo está errado). O mestre tem menos valor que o aluno. “Não é coisa de Brasil”, nem deveria ser, isso é coisa de pessoas mal intencionadas, que buscam satisfazer seus próprios interesses e jamais pensam no comum, não deveriam tais pessoas conviverem em sociedade. Desculpem-me o desabafo final. É necessário que alguém seja publicamente responsabilizado pelos atos de adolescentes que não foram criados para respeitar o outro, que foram colocados no mundo com uma falta enorme de carinho, onde talvez sua necessidade maior seja não um produto e sim uma atenção.

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  19. WAMBERTO PICOLLI

    Dei essa notícia num programa de rádio e confesso que fiquei também impressionado com atitude do adolescente. Confesso que senti esse soco também como se fosse em mim. A reação das pessoas mostra uma sociedade adoecida, alienada. Sua carta é muito linda Elika Takimoto. Aliás tudo o que você escreve é lindo. Injustificável a atitude do garoto, ainda mais nessa idade. Mas creio também pelo que tenho observado que os professores precisam ter mais cuidado, pois conhecem as salas que frequentam. Sei que pode ser covardia da minha parte, mas eu, do jeito que as coisas estão hoje, deixaria esse jovem com o livro nas pernas e daria a aula pra quem quisesse aprender.

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