Se em Deus eu acreditasse, faria essa oração para você:

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Que Deus abençoe sua bagunça, sua ferida aberta e sua renúncia.

Que Deus abençoe sua gordura localizada, sua falta de coragem e sua hiperatividade.

Que Deus abençoe sua separação, sua insegurança e seu aborto.

Que Deus abençoe sua preguiça, sua gula e sua pressa.

Que Deus abençoe sua rebeldia, sua descrença e seus vícios.

Que Deus abençoe seus tombos,
sua incompetência e sua insistência.

Que Deus abençoe sua indisciplina, sua inapetência e seu desequilíbrio.

Que Deus abençoe sua deselegância, sua impaciência e seus inimigos.

Que Deus abençoe seus erros e seus livros.

Que Deus abençoe suas dúvidas.

Amém.

EutiamoPipo

Coração antes batia por hábito. Hoje parece que respira mais forte. Sistola e diastola com determinação como se bombardeando sangue pelo meu corpo com essa vontade toda o seu chegasse até mim.

Daí penso em te escrever o quanto te amo. Leio “Eu te amo, Pipo” e não me dou por satisfeita. O certo certo é dizer eutiamo tudo junto porque esse amor aqui vou te dizer. Não dá tempo de expirar e inspirar nem de revisar gramática. É um trator mesmo.

Dar espaço entre palavras quero saber de espaço não. Sonho é ter seu corpo fora do meu e conseguir te enxergar porque dentro de mim você tá vivendo. Quero te ver externamente a mim. Mas bem perto tipo amalgamado. Tipo eutiamando e agente coladinho mesmo se comunicando em duas línguas: a minha e a sua.

Saudade de você que vejo quando fecho os olhos e quando os abro, cadê. Deve tá sendo aplaudido, danado que é, nesse minuto me matando de orgulho por onde passa.

Não era nem para escrever tanto…

Só vim aqui dizer para você eu te amo e me entristeceu a distância entre você e eu na frase que sempre foi para mim, depois que te conheci, tão insuficiente.

————————–

Ia só escrever no WhatsApp um “eu te amo” e daí saiu isso para ele. Coitado do Pipo, gente. Como estou repetitiva…

Aplausos para você.

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Minto se dissesse que torcia
Para tudo isso um dia acontecer
Peregrinava nos sertões sem poesia
Me entranhava nas veredas do viver
Confesso. Não sabia o que queria
Nem sonhava com o metafísico aparecer
Virei cigana, em muitas mãos seguraria
E largaria todas antes de conhecer
Quem me mostrou a noite virando dia
Com um beijo que jamais quero esquecer
Doeu tudo por não usar anestesia
E de miserável com seu carinho enriquecer
Assusta de perto e, se distante, que agonia
Pois amor quando gigante ao florescer
Faz escrever  sobre o que ontem eu sequer lia
Ao me transformar pelo todo do seu ser
Meus aplausos de onde estiver são cantoria
Que emergem do meu corpo para você.

Pipo, eu não confio em você!

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Amo Pipo e, por amá-lo, jamais falaria para ele: “eu confio em você”. Penso que essa é uma das frases mais egoístas e ingênuas que uma pessoa pode proferir para a outra pela qual se diz apaixonada.

Para que entendam o que quero dizer, preciso antes explicar que tenho ojeriza a ideia de que “somos resultado daquilo que escolhemos”. Há várias frases como essas compartilhadas ou ditas diariamente por alguém. A despeito de isso parecer algo óbvio e até sábio, esse papo motivacional, a meu ver, é uma grande ilusão. Há grandes possibilidades de que as “nossas escolhas” não sejam exatamente nossas, mesmo quando temos total certeza de que as tenhamos tomado de forma consciente.

Nós, como seres humanos, gostamos muito dessa “ideia de liberdade”. Mas será que nós somos completamente autônomos como pensamos ser? No cotidiano, temos a faculdade de realizar ações que, em tese, poderíamos não realizar caso quiséssemos. O que defendo é que esta noção é muito mais complexa quanto parece e que pode ser tão real quanto uma miragem no deserto. Será que temos realmente a faculdade plena de escolher entre esse ou aquele caminho? Estamos inteiramente livres para escolher entre fazer ou não fazer certas coisas? Ouvir que somos livres para escolher isso ou aquilo sempre me incomodou profundamente porque jamais me senti livre e escolhendo nada. Nem profissão, nem marido, nem ter ou não filhos, nem a separação, nem amar novamente foram me dados como alternativas.

Pergunto-vos: Como fundamentar o livre arbítrio, a vontade que causa algo mas não é causada, numa mente inserida num mundo físico onde nada quebra a regra da causa e efeito? Será que a razão pela qual a intuição nos diz que temos um livre-arbítrio não seria porque a nossa mente altamente limitada não consegue identificar todos os fatores que afetam a nossa “escolha”?

Se acreditarmos nas ideias levantadas por Freud, veremos que não agimos de forma livre mas sim conforme nossos impulsos e desejos inconscientes, como se fossemos reféns do mesmos. Se um objeto lançado por nós tivesse consciência do seu movimento não poderia ele se julgar livre para perseverar nesse movimento na medida em que ignorasse por completo o impulso que demos a ele? Em que medida aquele que crê ser livre não é tal e qual uma pedra lançada ao vento que ignora a força que a impeliu?

Sentir pavor de insetos não me parece uma escolha. Sentir-me mal em um determinado ambiente não me parece uma escolha. Sentir-me atraída pelo Pipo não me parece uma escolha. Sentir saudade dele não me parece uma escolha. Sentir-me sozinha não me parece uma escolha. Sentir-me triste não me parece uma escolha. Sentir seja lá o que for não me parece uma escolha. Os hormônios aparecem e desaparecem sem que eu lhes dê ordens. Apenas sinto.

“O que, então, determina a minha vontade?”, perguntaria você. Eu não sei ao certo, mas se você acha que é você mesmo ou nada, perceba o quanto isso é incoerente: se é você que determina a vontade, isso significa pressupor um “você” de certa natureza que determina necessariamente a vontade. Dizer que “você” determinou sua vontade só faz algum sentido na defesa do livre arbítrio se “você” não é determinado por nada. Porém, o que seria algo que não é determinado por nada? Há sentido nisso?!

Somos o que somos porque, acredito eu, temos uma essência que não controlamos. Talvez, se houver liberdade de fato, esta deva ser compreendida como a proximidade máxima do conhecimento dessa nossa essência (que é ímpar para cada ser), do que nos torna tristes ou mais felizes.

Vocês que acham que existe liberdade de escolha perdem o tempo pensando que tudo poderia ter sido diferente e ficam se culpando por caminhos (que não existem de fato) que poderiam ter tomado. É para isso que o livre-arbítrio nos serve. Para condenar e nos culpar.

Mas, então, perguntaria você, se eu não posso escolher como posso ser julgado? Justamente. Estamos chegando ao tema de hoje. Eu acho que essa ideia de ‘escolha’ leva diretamente a outras como de julgamento e moral que eu não aceito como objetivas e universais.

Mas, continuaria você, se não há certo nem errado, matar, por exemplo, seria lícito? Se estou criticando a escolha, estou dizendo exatamente que quem mata não teve outra alternativa; o que não quer dizer que um assassino não deva ser condenado porque entendo que o ‘mal’ pode ser considerado como aquilo que prejudica o outro.

Perceba o que quero dizer: ainda que eu acredite que não exista o bem e o mal nesse mundo isso não significa que dispenso qualquer valor. Não existir o bem e o mal não quer dizer que não exista o bom e o ruim. Tenho meus valores. O ponto é que penso no ser em si, no que o movimenta, no que o engrandece e o diminui e dispenso um critério exterior e moral para julgar as coisas.

Refugiamo-nos naquilo que nos limita. Nossa moral nos protege, concordo. Mas quando eu nego essa ordem moral do mundo abro as portas para os devires: permito-me tornar o que sou e a aceitar o outro como ele é. Sem julgamentos.

Se entendo que agi mal em uma situação é pelo fato de ter feito uma coisa de uma determinada maneira e ter tido um resultado ruim. Neste caso, tentarei mudar, digamos, a química de meu corpo ou o meu modo de pensar para que eu seja capaz de agir de uma forma diferente quando submetida a uma situação similar.

Isso posto, vamos ao papo da confiança. Confiar é acreditar na probidade moral, na sinceridade afetiva que torna incompatível imaginar um deslize. É a crença de que algo não falhará porque é bem-feito ou forte o suficiente para cumprir sua função. É alimentar a expectativa sobre as futuras atitudes de outra pessoa e sentir-se calma e segura porque a ela vai agir conforme o prometido.

Como já falei, a metáfora dos caminhos que a vida oferece simbolizando nossas futuras escolhas é um grande desserviço. Não há caminhos. O futuro consiste de infinitos cenários possíveis e apenas um se tornará real conforme a solução de uma equação que tem inúmeras variáveis que fogem ao nosso controle.

Se eu disser “eu confio em você” reduzirei esse sistema complexo, matematicamente falando, a um mundo simplório onde apenas um futuro que está de acordo com a minha vontade ocorrerá. Quanta ingenuidade sobre a possibilidade disso, não?

Não faz sentido amar o Pipo e dizer que confio nele quando entendo que para isso tenho que traçar um plano para que ele, quem eu amo imensamente, aja de acordo com a minha moral e minha vontade. No mais, se fosse possível conhecê-lo em sua plenitude (nem a mim mesma conheço), ele seria previsível e para quê então eu precisaria “confiar”? Por outro ângulo, se eu não tenho o conhecimento total de tudo, resta-me o diabo da esperança de que ele agirá segundo minhas expectativas. Deus me livre.

A loucura é tanta que ainda há quem se irrite quando o outro não honra a confiança que alguém deposita nele. Quero distância desse hospício.

Gosto da ideia de que Pipo também não confia em mim porque me remete ao mundo em que existe coisas sobre as quais não temos acesso, ou seja, à realidade. Se formos adiante com os nossos caprichos a ponto de ter necessidade de dizer que confiamos um no outro, o mundo inteiro terá que se transformar para que as nossas vontades caibam nele.

Observem: o fato de dizer que não confio no Pipo não significa dizer que desconfio dele. “Não confiar” não é suspeitar e sim não alimentar a esperança de que ele ande de acordo com os muros que construo em sua volta. Hoje, a despeito de todas as porteiras estarem abertas, tenho certeza de que sou a sua prioridade e de que não há, digamos, motivos para eu me sentir insegura. Traída não me sentirei jamais, pois a traição existe somente para quem confia.

Moramos a mais de mil quilômetros de distância e, mesmo que quisesse, não conseguiria vigiá-lo. Incrivelmente, não estou preocupada com o que ele vai fazer da vida dele. A única coisa que peço é que Pipo me conte o que sente por mim e que seja sempre sincero.

Não sinto ciúmes a despeito de tanto amor. No que pese essa saudade infinita, não tenho a menor necessidade de controlá-lo a ponto de dizer-lhe: “Pipo, eu confio em você”.

Para finalizar (ainda que o tema não tenha se esgotado), percebo que não há o que eu sinto e o que Pipo sente. Há o que nós sentimos. Se eu deixar de ser a prioridade dele, Pipo não mais será quem ele é hoje para mim. Não escolhi sentir as coisas assim. Apenas aprendi rápido que coleira que prende cachorro só serve para ser usada no animal que quer fugir. E sinto que não estamos nesse mundo para mendigar carinho.

Como disse o poeta, se gosta de borboletas, não corra atrás delas. Cuida do jardim para que elas venham até você. Acrescento: não seja ingênuo em confiar que elas voam daquele jeitinho desajeitado por uma escolha delas.

Lula não é santo. É apenas um ser humano sem igual.

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Fui convidada para estar no palanque ontem com Lula. Não preciso dizer que não acreditei. O que eu iria fazer ali no meio de tanta gente importante? Como se tudo isso não fosse suficiente, meu nome estava na lista dos “intelectuais” que hoje estiveram no hotel com Lula. Nesta reunião fechada não pude ir porque estava com passagem comprada para Brasília.

Se há três anos alguém me falasse que isso seria possível eu gargalharia. Como assim eu, suburbana, sem berço de nada, professora, mãe solteira de três, uma mulher tão comum teria essa oportunidade e honra? Não. Definitivamente isso não é possível e assim pensei quando ligaram para mim para participar da agenda do Lula no Rio.

Por conta dessa proximidade e das fotos com o presidente que ando publicando, muitos seguidores estão questionando como assim eu estar feliz por estar ao lado de Lula? Você não sabe quem é ele? Perguntam-me.

Não vou citar aqui tudo o que ele fez pelos pobres do Brasil, mas estar ao lado de quem tirou um país destamanho do mapa da fome e diminui drasticamente a mortalidade infantil já é motivo de um deleite infinito, a despeito de saber que não existem santos neste planeta e que Lula está longe de ser um imaculado. Digo isso porque os santos fazem milagres pontuais, curam enfermos, fazem cegos enxergarem… sem dúvidas, grandes feitos. Mas Lula não é desses de ressuscitar morto ou de curar um aqui outro ali e sim de cuidar de milhões que vivem na miséria e livrá-los dela.

Mas, pasmem, Lula não é só um extraordinário homem político. Ele também é um ser humano que impressiona. Tive pouco tempo com ele. Há alguns meses fui até São Paulo me encontrar com meu presidente levando meus três filhos e Lucimar que trabalha lá em casa há vinte anos e mora com a gente. Na ocasião, todos ficamos extasiados com tanta atenção e carinho que recebemos de forma individualizada por esse que tem tanto o que fazer.

Ontem, no meio daquele tumulto de gente na UERJ, no palanque com um punhado de gente importante tipo Celso Amorim e Haddad, Lula me viu ali naquele meio enquanto alguém discursava antes dele. Deu um sorriso com todo o corpo, veio até mim, me abraçou, beijou minha testa, olhou nos meus olhos e me perguntou: como vão seus filhos? E a menina que trabalha lá? Todos bem?

Como assim, cara pálida? Como assim?! Eu por ser meio surda e meio sem acreditar fiquei olhando para ele com essa cara de quem não está crendo na vida. Ele insistiu: Elika, sua família está bem?

Respondi que sim. E ele voltou a me abraçar.

Ah gente. Eu não tenho palavras não. Posso dizer somente que sou uma pessoa privilegiada. Não por ele ter me perguntado como vão todos que amo e ter se lembrado da minha trupe, mas por ter visto o seu olhar firme e sonhador me encorajando. Sentir a força do bem é algo indescritível. E Lula emana energia boa. Tira o medo de qualquer um. Devolve a esperança com um simples bom dia.

Podem falar o que quiser. Igual Lula não haverá.

Sigo a serviço do meu presidente e orgulhosa por essa amizade.

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Sendo menina por todo lugar.

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Hoje foi dia de voltar para casa vindo de Brasília. Estou naquele período de esvaziar copo. Não, migues. Não estou entornando cachaça e sim toda hora, na verdade de três em três horas, descartando meu sangue menstrual do coletor.

Estava tudo sob controle porque sou dessas de me iludir que tenho as rédeas da vida. Havia feito tim tim com dona Celite lá casa do Pipo e a despedida dele (que durou umas duas horas) me dispersou um pouco. No aeroporto, ao invés de ir ao banheiro, fiquei vendo as fotos que havia tirado do Pipo no palco e lambendo a tela do celular já de tanta saudade.

Entrei no avião, coloquei os fones de ouvido, peguei meu livro e mal a moça começou a dar os procedimentos caso a aeronave caísse eu já estava toda cagada. A minha poltrona era a da janela. E ao meu lado, dois homens. Eu só sentia um quentinho molhado se esparramando pela minha calça.

Com trinta minutos de vôo, ou seja, com um terço do trajeto, parecia que o avião tinha sofrido um ataque terrorista de tanto sangue que estava vendo se espalhando. Eu que não ia me levantar dali e andar pelo corredor até o tualéte naquele estado de quem acabou de parir um útero.

Tentei cochilar porque sou dessas de manter a calma em condições adversas, mas a torneira não estava colaborando. Digamos que meu fluxo é intenso. Mega intenso.

Passei a mão entre as pernas para tentar sentir o tamanho do problema. Era grande. No desespero, levei a palma à testa. Puta merda que saudade do Pipo ainda bem que ele não está aqui já pensou, gente?

No fone, vejam vocês, eu ouvia Joyce:

🎶- Ô mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?
– Não é no cabelo, no dengo ou no olhar, é ser menina por todo lugar.
– Então me ilumina, me diz como é que termina?🎶

E eu lá toda cagada dos pés à cabeça, literalmente.

Resolvi relaxar e curtir a viagem. O que não tem remédio remediado está já dizia a minha avó. Som na caixa.

Avião em solo. Fui a última a me levantar. Peguei meus pertences, avisei a comissária que meu copo transbordou e que havia deixado uma marca vermelho-comunista na 17F.

Sem opção, fui arrastando a minha mala toda feminina que tem um lacinho vermelho e um broche de rosa na lateral até o banheiro mais próximo esbanjando para todos que partiam e voltavam o que é ser mulher. Fui de cabeça erguida porque sou dessas de abraçar o capeta no inferno.

Banheiro público sem ducha higiênica. Ok. Tudo bem. Peguei um bando de papel e umedeci na pia. Foi quando vi no espelho o estado da minha testa.

Tranquei-me naquele cubículo. Meu copo dava orgulho de ver, gente. Nunca o vi cheio daquele jeito. Razei.

Consegui dar uma tapeada e cá estou eu no táxi escrevendo porque sou dessas de compartilhar alegrias e tristezas.

Se não for para chegar no Rio assim chorando e jorrando meu sangue para tudo qué lado nem me despeço do Pipo.

Kama surta.

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Considerando que sexo, para mim, é dividir o que há de mais íntimo dendagente com hormônios dançando tango e que nudez é mostrar-se despida de freios, venho narrar algumas posições sexuais e preliminares que fizeram meu corpo suar purpurina desde quando conheci Pipo. Isso posto, vou enumerar meu relato erótico pelos lugares nos quais eu e ele fizemos sexo selvagem.

Menores de 18, por favor, não leiam.

1 – No restaurante.

Ambos sentados. Minha perna direita está sobre a sua esquerda. Estou, como dizem, por debaixo da mesa, arreganhada. Sua mão faz carinho bem devagar no meu joelho enquanto eu lhe conto um filme inteiro. Ele me ouve com muita atenção.

2- No cinema

Fizemos essa loucura na primeira vez que fomos juntos ao cinema. Final do filme horrível. Eu não havia entendido patavinas. Gargallhei alto sem querer por me achar tão burra e Pipo teve ataque de riso imediatamente antes de começarem os créditos. Pessoas que viram essa indecência nos julgaram.

3- No aeroporto.

Pipo de pé e eu sentada. Seus dedos pressionam levemente uma rosa vermelha enquanto me aguardava.

4- No pier da Lagoa

Ambos deitados olhando as nuvens. Pipo aponta um pássaro diferente e diz o nome dele. Eu lhe digo na lata que ele está inventando já que só conheço arara, tucano, pombo e gaivota e diferente disso é tudo passarinho. Pipo demonstra toda paciência e aprendo um punhado de coisas sobre aqueles que voam e cantam.

5- Na cama

Os dois deitados por horas. De repente, fico sentada completamente nua. Suada por me expor tanto. Explico-lhe o que me motivou a escrever “Isaac no mundo das partículas”. Leio para Pipo o primeiro e último capítulo do meu livro com ele abraçado na minha coxa ouvindo atento cada frase.

Ainda na cama. Jamais existiu uma posição em que eu não ouvisse meu amor, como eu te amo.