Vou à urna com Marielle em mim.

marielle

Nessa onda toda de censura que estamos vivendo, o mais alarmante a meu ver foi implicarem com as faixas de “Marielle Vive” ou “Quem matou Marielle?” nas universidades.

Como já disseram. Marielle virou uma ideia e esta não se mata. Pelo contrário. Virou semente. Os eleitores de Bolsonaro (assim como ele próprio) odeiam tudo o que Marielle Franco representa. Ela expunha nas redes sociais sua luta contra o racismo e a violência, em especial contra jovens e mulheres.

Marielle sempre mostrava indignação pelo fato da mídia não dar a mesma importância que dava para Zona Sul para um tiroteio na favela. Qualquer confusão em áreas de IPTU caro gera mais indignação do que mortes em comunidades carentes. “Onde mora sua comoção?”, era a pergunta recorrente de Marielle.

Se Bolsonaro disser que vai sair metralhando na rua a esmo e que vai morrer branco rico mas paciência porque inocentes morrem nas guerras, ia ser um quiprocó no Leblon e imediações. Dizer que vai dar tiro no escuro em favelas, se duvidar, até votam nele por isso.

Marielle assinou um projeto importante, dentre vários outros, sobre contratos da prefeitura com organizações sociais de saúde, alvos frequentes de investigações sobre corrupção. Ajudou a regularizar a profissão dos moto táxis que são fundamentais nas comunidades. Ela era presidente da Comissão Permanente de Defesa da Mulher e havia sido escalada para representar a Câmara do Rio em Brasília, para acompanhar a Intervenção Federal na Segurança Pública no Estado fluminense.

Marielle criticava e denunciava os abusos da polícia. Um dia antes de ser assassinada, a vereadora questionou ações da PM. Não sem motivo ela fazia isso. Sempre cobrou do Estado resposta e responsabilidade pela morte de inocentes em comunidades carentes. Além disso, Marielle sempre lutou na Câmara pelo direito de amar seja lá quem for.

Não é à toa que Bolsonaro e seus seguidores entendem que as faixas pela memória de Marielle são consideradas propaganda eleitoral contra eles que dizem que vão acabar com as minorias que ela encarnava, que vai mandar gente como Marielle pra prisão ou pro exílio.

Não se governa um país com ódio.

Lembrar Marielle hoje é uma forma de resistência. É pensando nela que me dirijo à urna.

MARIELLE PRESENTE!

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