Sobre as endrôminas que tanto faltam nos meus versos.

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Estávamos, em Brasília, deitados enroscados um no outro como sempre fizemos desde o dia que nos conhecemos. Pipo é o único lugar em que me esqueço de todas as mazelas do mundo.

– Você é a minha paz, falei.

Ele sempre retribui falando coisas como “nunca tive isso na minha vida” que me fazem sentir a presidenta do Brasil.

(Isso é uma forma de dizer, é claro. Quero deixar claro que nunca pensei na Dilma quando estou pelada com o Pipo. Não que eu não goste da Dilma. Bem… vocês me entenderam… Foco na história.)

– Eu quero ver você feliz sempre, meu amor. Minha vida é fazer você feliz, disse toda pteridófita como dizem os poetas que sofrem de hipérboles.

Continuei falando olhando para ele bem pertinho enquanto acariciava seu rosto lindo:

– Quero te ver sorrindo sempre quando estivermos perto e long..

Daí, me lembrei que voltaria para o Rio logo depois e que não saberia quando nos veríamos novamente.

– Quando estivermos longe, meu amor, eu quero que você…

Percebi que não podia mais parar. Havia começado e tinha que terminar a frase. Prometemos um para o outro nunca mentir… Meus neurônios estavam dando um twist carpado no modus rewind acelerado.

Agora já era termina essa frase que quero ver se você é louca o suficiente para falar isso na fuça dele mas você não pode jamais deixar de falar o que pensa caceta custava ter calado a boca antes quero ver você sair dessa rua sem saída. – Pensei assim num átimo de milissegundos porque quando pensamos não usamos vírgula mesmo.

– Quando eu estiver longe de você, meu amor…

E ele ali me olhando com os olhinhos brilhando.

– …eu quero que você sofra, mas sofra muito. Quero você chorando em posição fetal com saudade de mim. – falei sem deixar de fazer carinho.

Dito isso, achei tudo muito engraçado e ri alto com os olhos esbugalhados como sempre faço.

Pipo continuava me olhando. Mas percebi que o amor da minha vida estava agora sem piscar engolindo a seco.

Ele falou algo que não ouvi porque eu estava gargalhando com a boca aberta.

Depois, só lembro que ele demorou para apagar a luz. Dormi com ele me abraçando muito forte segurando meus braços com a mesma firmeza que um policial coloca algemas num infrator. Fofo fofo fofo.

Espero que ele esteja sofrendo de verdade sem sequer dormir direito porque se não for para desgraçar a cabeça de tanta saudade nem quero viver ao lado dele para o resto da minha vida.

Benditas sejam as endrôminas que tanto faltam nos meus versos.

Ah, gente…

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