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Feliz Natal!

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Feliz Natal! Próspero Ano Novo! Tudo de bom para você a para sua família! Olhei na vitrine e achei que era a sua cara. Nossa!, como ele cresceu! É só uma lembrancinha. Regime só no ano que vem. Pode trocar se levar a etiqueta. Coube direitim. O ano voou! Saúde para dar e vender! Imagine, adorei. Discurso!, discurso! Juro que eu não esperava! Era o que eu queria! Eu tenho um jeito rápido de fazer rabanada. Ssssshhhh, olha que coisa horrível que ganhei. Que horas são? Você não poder comer tanto doce assim, tia! Não suporto essas musiquinhas. Mãe!, olha o que a dinda me deu! Natal é com a família, reveiom não precisa ser. Vamos dar as mãos e rezar. A missa do Galo começa que horas? Todo ano Roberto Carlos! Adoro bolinho de bacalhau. Ano que vem eu vou estudar. Hoje é Natal, conversa com seu pai, meu filho. Acabou a cerveja. Não gosto de passas. O meu amigo secreto é uma pessoa legal, bonita e careca. Hou hou hoou. Adoro nozes. Gostou?, eu que fiz. Dindonbel Dindonbel acabou o papel… Época de festas não dá para fazer regime. Vai passar o reveiom onde? Não vejo graça em Peru. Quero ver desmontar tanto pisca-pisca. Quanta comida! Cereja é caro, né? Você não acha que o tio está bebendo demais? A São Silvestre é hoje? Sabia que ninguém sabe a data que Jesus nasceu? Estou morrendo de sono. Acabou o vinho? Fotofotofoto! Já que você foi bonzinho, Papai Noel deixou um presente aqui para você. Ai, comi demais! Vamos brindar. Adorei tudo. Feliz Natal! Próspero Ano Novo! Tudo de bom para você a para sua família!

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Feliz Ano Novo!!!

– Adeus Ano Velho!
– Feliz Ano Novo!!!
Já que os antigos diziam que fazer a barulheira é fundamental no início de um novo ciclo para despachar os maus espíritos para os cafundós do além, eu que não sou boba de ser racional nessa hora e não encarar a meia-noite de 31 de dezembro como um recomeço. Vou fazer o que faço de melhor: um furdunço daqueles para garantir que nada me falte e para afastar qualquer alma penada mal intencionada que me ronde. E essa é a hora que ninguém me reconhece porque sigo todas as crendices que estiverem ao meu alcance e apego-me a qualquer santo que estiver passando na hora. Oxalá, Jesus! Namumyouhourenguekyou! E aí, meu irmão, sai de perto e me deixa surtar em paz.
Felizmente somos otimistas, pelo menos nos últimos dias do ano.  Ainda bem que não paramos para meditar que na verdade não existe o Ano Bom, pois além de tudo não passar de uma convenção que se diferencia e muito ao longo do globo terrestre, 2012 será um ano como outro qualquer onde o que nos aborrece continuará nos tirando dos eixos e certos obstáculos persistirão intransponíveis.
Depois – ou mesmo antes, – os votos que fazemos a nós mesmos…afe… As metas que estabelecemos deslumbrando um futuro mais produtivo e mais magro, caloricamente falando, começam inutilmente a serem enumeradas. Nesse ano eu vou… Fôssemos nós mais realistas não perderíamos tempo com esses desvarios, pois dos quilos que já possuímos com sorte outros não serão acrescentados e dos planos de cada um pouquíssimos serão aqueles que irão se concretizar.
Mas esse tipo de pensamento não é nada acalentador, não é humano, deprime, enlouquece e não é a minha praia. Então, sublimemos esse amargo discurso. Não vamos abafar nossos sonhos e vamos nos dar sempre (pelo menos uma vez por ano e quando ele se encerra) uma nova chance!
–  Feliz Ano Novo!
–  Pra você também! Tudibom!!!


Desejamos o bem com exclamação porque assim manda a tradição. E fazemos nós muito bem em respeitá-la em prol do nosso humor. Enviamos votos de felicitações àqueles que amamos e àqueles que nada representam para nós porque imediatamente os recebemos de volta e as palavras tem poder! Acreditar que o ano que está entrando será um ano feliz, tal como acreditamos no dezembro do ano passado, faz um bem danado. E se este ano não foi um Feliz 2011, a quem importa agora? Passou. No mais, nada impede aos que nele se esbaldaram como, por exemplo, os corinthianos, de nos desejarem dias mais retemperados ainda. E lá vamos nós abarrotados de boas intenções distribuir abraços e sorrisos para quem está ao nosso lado e bons augúrios para todos os amigos do facebook e da nossa lista de email.
–  Que todos os seus desejos se realizem!!!
–  Os seus também!!!


Da minha parte, estou disposta a esquecer todo o prejuízo que tive por conta de uns malditos pedreiros que contratei em Maio para fazer um terraço aqui em casa. Ficarei somente com a lembrança do Luciano, o primeiro profissional que reveste muro que eu vi lendo na vida e que ficou emocionado diante à minha biblioteca que nem é lá grandes-coisa. Estou planejando muito para o ano vindouro, mas nada impossível. O de sempre. Miguel Pereira em Janeiro, fantasias para Fevereiro, me preparar para as águas de Março… Que possa eu continuar a fazer novamente o que venho fazendo já está pra lá de bom. Que não me falte o samba com os amigos, um bom livro para ler, inspiração para escrever, conversas para jogar fora, vontade de trabalhar, a cumplicidade no lar e o feijão com arroz para comer!
–  Saúde e paz!!!!
–  Pra você também!!!

E para que tudo aconteça nos conformes, há quem não me reconheça no último dia do ano. Tomo banho de arruda, encho a boca de lentilhas, visto-me com roupas brancas, coloco sementes de romã na carteira, troco as roupas de cama, imito índio do velho oeste, dou três pulinhos com o pé direito, subo degraus,  batuco na panela, ando igual chinês em círculos, me viro para Meca, como doze uvas, ponho seis moedas debaixo do tapete, recebo passe, peço a benção, canto pra subir e, finalmente, conto regressivamente bem alto quando o ponteiro dos minutos quase encosta no 12. Caraca! No 12!!! Essa virada promete…
FELIZ 2012, GENTE !!!

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2012

 
 
Aos amigos eu desejo:
A cabeça fria, o pé quente e a mão na roda. A alegria presente, as roupas passadas, as crianças na escola, gavetas em ordem e paz na caixola!  Batucada bem batida, comida boa no prato, o trem no trilho, menos carros nas ruas, banhos de mar, pedalinhos na Lagoa; o Rio. Uma dança lenta e uma Internet rápida. A televisão desligada, o facebook na dose certa, a loucura extravasada.  O colesterol baixo, o salto alto, o misto quente e a água gelada. Atualizações de currículos, menos cecê, mais lá lá lá.
As palavras. O céu, o sol, o sim, a paz. A prosa, o café, o sonho, a rede, o gozo, a folia, o livro, a viagem. Bobiça, sanfona, varanda, paquera, cachaça, macumba, churrasco. Natureza, liberdade. Inteligência. O plástico-bolha.
Sobretudo, aos amigos eu desejo, a permanência.
Ao meu lado.
 
 
 

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Pelo sim, pelo não…

Virada do ano para 2010 trouxe erros em                 processamento de datas. (Foto: Divulgação)
Final do ano se aproxima. Eis que chega Dezembro, o calor infernal carioca e as decorações de Natal que ano a ano destoam cada vez mais do nosso clima. O excesso de vermelho, justamente nessa época, é um desafio à minha enxaqueca. Diante da imagem de Papai Noel que a toda hora aparece na minha frente seja lá onde eu esteja, acabei sem querer refletindo no meio de um baita engarrafamento na Praça da Bandeira se, por um acaso, ele, o Papai Noel, existisse me visitaria na noite de Natal. Para tanto e por falta do que fazer, ao som de buzinas e apitos de guardas de trânsito, realizei a minha própria retrospectiva 2010:

Consegui terminar o meu curso de italiano que nem Deus sabia se o finalizaria. Ingressei oficialmente no doutorado. Quase não fiz exercícios físicos. Dirigi no limite da velocidade mas avancei muitos sinais. Passei a emprestar meus livros somente mediante uma garantia de que eles seriam devolvidos. Comecei a pintar o cabelo e não contei a ninguém. Decidi fazer terapia. Fui usuária da ração humana por um mês e meio. Menti para os meus alunos dizendo que a prova estava muito difícil. Usei vírgulas indevidamente. Conheci o CERN e a terra de Jorge Luis Borges. Esnobei. Comprei poucas roupas, um Cuco para meus pais de presente, nenhum CD e vinte e sete livros. Li menos da metade, mas detonei em uma semana todos do “Pequeno Nicolau”. Quase não comi fruta. Não fui a Minas ver meus tios e nem a nenhum médico. Experimentei acarajé e a solidão no farol da Barra. Meu filho mais velho foi morar com o pai e eu não chorei. Vi as quatro temporadas do Prison Break direto. Não subestimei e nem idolatrei ninguém além de mim mesma. Entrei no facebook. Engordei 3 quilos. Quase não falei palavrão, mas xinguei a minha sogra. Xinguei uma nora também. Meu cunhado. E mais um punhado de gente que me tirou do sério. Votei na Dilma.Entrei nas aulas de conversação em inglês. Fiz barulho de metralhadora quando vi na televisão os traficantes fugindo da Vila Cruzeiro e entrando no Complexo do Alemão.

A grande questão que me coloquei já na altura do Maracanã é o que ainda daria tempo de se fazer antes da chegada do Natal para que o bom velhinho não só aparecesse como também me entupisse de presentes legais. Ele não virá, eu sei e não me importo. Eu procuro me perdoar diariamente e isso é o que basta. Queria apenas arejar a biografia e deixar vazar alguns pensamentos nada abençoáveis. Mas pelo sim, pelo não e pela incoerência que me persegue, andei chupando manga, comecei ontem a tomar caralluma (um redutor de peso que vai me deixar com o corpo da Gisele Bundchen em menos de dez dias), marquei uma consulta médica, estou lendo Schelling e vou a Minas semana que vem.

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Gostaria de saber dos amigos, o que eles fariam para ganhar presentes na noite de Natal. Vejam bem, não se trata de promessas para o ano que vem e sim para o que dá para ser feito antes deste acabar! Mais alguém quer ficar nu?





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