Quem é você? Teste de personalidade #Treta2017.

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Como você reagiu:

1 – … quando Sílvio Santos disse “não te contratei para opinar” para Raquel Sheherazade durante o Troféu Imprensa 2017?

A – Mexeu com uma, mexeu com todas.
B – Gente…
C – Bem feito!

2 – … quando seu amigo coxinha ficou desempregado?

A – Você não tem culpa. Só estava querendo salvar o Brasil. Vem cá ganhar abraço e um boné do MST.
B – Gente…
C – Cadê o barulho da panela agora? Cadê?!

3 – … quando a exposição do museu foi proibida?

A – Só não ir.
B – Gente…
C – Fascistas! Teu filho vê pornografia direto, seu hipócrita fascistaaaa!!

4 – … quando Willian Waack foi afastado do Jornal da Globo por um comentário?

A – #coisadepreto
B – Gente…
C – #coisadebranco

5 – … quando viu os atrasados do ENEM esse ano?

A – Podia ser meu filho.
B – Gente…
C – KKKKKKKKKK

6 – … quando soube do pau mole do Alexandre Frota?

A – Não se ri da doença dos outros.
B – Gente…
C – #FrotaBroxa

7 – … quando Dória deu ideia de alimentar os pobres com ração?

A – Doria acha que pobre é bicho? Ele não pode fazer isso.
B – Gente…
C – Manda esse infeliz comer essa porcaria e enfiar no c*!

8 – … quando a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois (PSDB) relacionou seus vencimentos de R$ 37 mil com “trabalho escravo”?

A – Gente!
B – Gente…
C – Gente?

Se você marcou mais a letra:

A- Parabéns! Você razô de tanta fofurice. Só tome cuidado para não enfartar.

B- Você sabe bem o que pensa mas queria pensar em uma outra coisa e não quer dizer o que pensa porque não quer se envolver em treta. Te entendo.

C – Boa sorte no inferno.

Ele.

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Se faço uma rima ruim, ele não a encontra
Se tenho taquicardia, ele enfarta
Se o meu corpo dói, ele cura
Se proponho algo indecente, ele encara
Se não sei para onde vamos, ele aponta
Se me perco em silêncio, ele acha a fala
Se lanço ideia no mar, ele mergulha
Se menciono a infelicidade, ele a descarta
Se falo de infinitos medos, ele dá conta
Se lembro da distância, ele chora
Se fico insegura, ele perdura
Se sou dependência, ele piora
Se ele vem em linha reta, fico tonta
Se conto um sonho, ele o abraça
Se deito ao seu lado, ele me embrulha
Se eu o liberto, ele para.

O menino e o pássaro

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Estava no carro levando Yuki à escola. Começamos a ouvir “De volta pro aconchego”. Logo de início, Yuki se assustou:

– Que acordeon é esse?! Parece que tem alma!

Daí entrou Elba Ramalho cantando. Yuki ainda ligado e boquiaberto com o som orgânico do instrumento. Na segunda parte da música, Dominguinhos começa a cantar. Yuki não acreditou no alimento que recebia pelos ouvidos:

– Mãe! Que voz é essa! Quem está cantando?!

Expliquei que era o mesmo que estava sanfonando.

– Mãe! Que absurdo!Esse homem é um gênio! Que coisa linda tudo isso! Nunca ouvi nada igual! Coisa linda meudeus!

E assim o mundo ficou mais belo hoje pela manhã. Dominguinhos se eternizou em mais um universo que, sorte a minha, é um pedaço meu.

Muito emocionante testemunhar uma criança sendo freada pelo assobio de um pássaro que já voa lá distante.

“Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”.

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Obrigada, Enem. Quase sete milhões de pessoas que nunca se comunicaram com os surdos ou com os deficientes auditivos estão tendo que escrever sobre eles e pensar nos desafios em sua formação educacional.

Eu não falaria da formação educacional do surdo e sim da sociedade porque é ela que precisa ser melhor educada. O resto vem por tabela.

O surdo, como já falei várias vezes aqui, é o “deficiente” – se é que seja mesmo deficiente – que mais sofre de depressão tamanha é a sua exclusão. Ele é motivo de chacota e o isolamento é a saída mais fácil.

Muitos não sabem, mas eu sou uma deficiente auditiva. Já uso próteses há quatro anos. Quer dizer, já ‘tenho’ as próteses há quatro anos. Meu problema é genético, não há o que fazer. Ladeira abaixo sempre e cada vez mais rápido. Estou caminhando a passos largos para ficar surda. As próteses me custaram os olhos da cara, com o perdão do trocadilho de um sentido pelo outro. E mesmo com elas, a audição não é a mesma.

Há milhares de deficientes como eu que, pela vergonha de usar as próteses ou pela falta de dinheiro para comprá-las, não mais se socializam pela incapacidade da interação.

Acreditem, não é nada difícil fazer um mundo mais bacana. Nas escolas, aprendemos tantas coisas inúteis e quando nos deparamos com um surdo (há uma infinidade deles que passam por vocês todos os dias mas que lhes são invisíveis) não conseguimos sequer dar um oi decentemente. Aprendemos inglês desde os quatro anos, mas libras nunca nos ensinaram.

Se em programas de televisão houvesse sempre uma pessoa traduzindo nas línguas de sinais o que está sendo dito, que mundo melhor já teríamos – não somente para os surdos porque a empatia é como vírus. Pega e se alastra.

Se em teatros houvesse alguém falando em libras com a plateia, seria como ipês florindo no deserto.

Não se trata somente de inclusão social e sim sobre uma educação do, digamos, espírito. Ensinaríamos para nossas crianças que todos têm direito ao lazer, a arte e a cultura. Nada absolutamente nada pode ser privilégio de uma parcela da população se sonhamos e lutamos por um mundo mais justo. Nenhum soldado pode ficar para trás – como temos feito com os surdos não os percebendo entre nós.

Qual seria sensação de se viver em uma sociedade onde todos sabem se comunicar em libras? Quando nos deparamos com a beleza que não é vista pelos olhos e sim nas relações entre seres humanos temos uma ideia da primavera pela qual seríamos possuídos.

O deficiente só se sente mal e tem lá suas dificuldades dependendo de onde e com quem ele convive. O que me leva a crer que a deficiência maior não está em que não escuta, não vê, não anda ou não consegue falar. Mas sim naqueles que não enxergam a falta de acessibilidade e, ainda que a percebam, tendo cordas vocais em perfeito estado, fiquem mudos diante dela. O pior manco é aquele que sabendo andar tropeça sempre em sua própria inércia.

 

Prazer, meu nome é Elika Takimoto e não faço ideia de quem eu seja.

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Por Sergio Ricciuto Conte especialmente para ser tatuado em mim.

Fico sempre incomodada quando sou apresentada a alguém que quer saber mais sobre mim e a pessoa pergunta o que eu faço. Posso responder da forma mais completa possível dizendo que sou professora de física do Cefet, separada depois de 20 anos de casamento, mãe de três criaturas doidas, que gosto de escrever e que sou moradora do subúrbio carioca, viciada em ler, que recolho lixos pelo caminho, que plantei duas jabuticabeiras e que amo o cheiro da dama da noite, que uso a mesma lapiseira e o mesmo perfume há mais de duas décadas, que virei vegetariana há dois anos e que não sinto a menor falta de comer carne, que falo todo santo dia com a minha mãe e que estou tremendamente apaixonada pelo Pipo, um rapaz lindo que conheci no Twitter. Posso acrescentar mais milhões de detalhes e dados reais da minha vida prática, dissecar-me de forma minuciosa nesta tal de realidade concreta. Ainda assim, a pessoa nem de longe vai ter ideia de quem eu seja.

Cometemos esse equívoco quando queremos conhecer alguém. Procuramos saber o que a pessoa “faz da vida” e com isso criamos a ilusão de que sabemos como ela se comporta. Ledo engano. Somos uma fonte inesgotável de possibilidades e nem a nós mesmos somos acessíveis ou previsíveis em muitos níveis. Não temos noção de como reagiremos a um assalto, por exemplo. A primeira vez que dormi sozinha em um hotel, na verdade, não dormi. Já era mãe de três, tinha mais de 30 anos, ateia por parte de pai, cética até o último fio de cabelo, mas fui tomada por um medo que não sei de onde veio. Chorei em posição fetal rodeada de fantasmas.

Quando engravidei do Hideo, meu primeiro filho, tinha 19 anos. Minha mãe foi freira e nos educou segundo os dogmas da Igreja sendo um deles a virgindade antes do casamento. Naquela época, praticamente fui obrigada a casar com o pai, um rapaz que conheci na faculdade e pelo qual não estava nem um pouco apaixonada. Para piorar, comunicaram-me que eu, para entrar para a família, teria que colocar o sobrenome de todos que moravam naquela casa. Sem muita opção, aceitei. Chegamos a ir no cartório e os documentos começaram a correr para que o casamento se consumasse no civil. Isso demorou alguns dias e lembro-me de como os vivi. Ter meu nome modificado em vida gerou, sem que eu esperasse, um sentimento, assim supus, pior do que minha sentença de morte (ou era a própria encarnada em papel). Estava inconformada em, literalmente, perder a minha identidade. Pedi a minha mãe que, a despeito de toda a vergonha que ela estava sentindo por minha causa, se eu morresse antes dela que, na minha lápide, escrevessem somente: Elika Takimoto porque assim nasci e desse jeito morreria. Pensava em suicídio não pelo fato de estar grávida mas por estar refém de uma sociedade. Não tinha para onde correr e fui ao inferno pedir ao Diabo forças e asas já que Deus havia me empurrado para o precipício.

Não casei. Amém. Mas com três meses de gravidez tive um diagnóstico de toxoplasmose e fui comunicada de que teria que interromper a gravidez com urgência já que corria um alto risco de ficar cega e que o bebê, se nascesse, viria todo deformado. Muitos para os quais eu contei essa história na época disseram-me que essa era a melhor notícia que eu poderia receber já que um aborto resolveria todos os meus problemas e evitaria mais infinitos outros. Desde a primeira vez que ouvi o risco que correria, jamais, em hipótese alguma, pensei em interromper a vida que se formava dentro de mim. Não estou aqui romantizando a maternidade e muito menos julgando quem agiria de maneira diferente de mim. Apenas quero dizer que fui acometida por um sentimento estranho totalmente avesso ao instinto da autopreservação. Não senti a menor dose de medo e nem por um segundo tive dúvidas. Iria até o fim dos meus dias com seja lá o que fosse que estivesse crescendo em mim. Não se tratava de religião e sim de algo muito maior do que isso. Nessa altura, já havia trocado de mal com Deus e pouco me lixava com o Seu julgamento.

Desde que me casei, tentei fazer do meu entorno o melhor lugar para o meu (ex) marido estar. Sonhava em ter uma casa tal como nas novelas, a dizer, um casal, filhos, cachorro e todos convivendo de forma harmoniosa. E tive tudo isso até que uma vontade louca de estudar me acometeu. Logo depois, a de escrever tomou conta do resto. Comecei a me isolar cada vez mais, a viver outras realidades que não são apresentadas nos filmes de comédia romântica. Um sentimento de culpa competia com o de libertação. Comecei a fazer terapia na grande ilusão de que teria uma resposta para as perguntas: quem sou eu? O que quero a vida? Não estava, mesmo dentro do que sempre havia desejado, encontrando-me com a tal da felicidade e muito menos conseguindo assimilar algo sobre o mundo, pois, não havia absolutamente nada de errado, nada que justificasse eu ter me tornado tão insuportavelmente inquieta. Estava me apurando invisível, noturna, pteridófita.

Esses e mais tantos outros momentos nos quais peguei-me surpresa comigo mesma fizeram-me perceber que ninguém se conhece e muito menos é capaz de se definir plenamente porque somos, ao fim e ao cabo, obrigados a conviver com o que inesperadamente emerge da gente quando submetidos as mais diversas experiências e provocações. Se você não é um estranho para si próprio é porque está vivendo, penso eu, há muito tempo na zona de conforto, esse lugar que se morre em vida.

Entendi que o que efetivamente conta para explicarmos quem somos não são as coisas que fazemos. Mas, sobretudo, como vamos reagir quando estivermos de frente a inúmeras experiências. Ou seja, somos tão inatingíveis e inexplicáveis quanto todo o resto do Universo, nossos pensamentos ou uma pedra.

Prazer, meu nome é Elika Takimoto e não faço ideia de quem eu seja.

Enem 2017

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Enem 2017

História:

1- Quem ainda não enxergou o golpe no Brasil?
(A) Alexandre Garcia.
(B) Alexandre Frota.
(C) Stevie Wonder.
(D) Os CBFs.
(E) Todas as anteriores

2- Quem fez parte da comissão especial para discutir o impeachment de Dilma em seu segundo mandato?

(A) Janaína, a louca.
(B) Jair Bolsonaro
(C) Marco Feliciano
(D) Capiroto.
(E) Todas as anteriores

3- O juiz que concedeu a liminar no início de 2016 contra a posse de Lula como ministro da Casa Civil, Itagiba Catta Preta, titular da 4ª vara federal de Brasília, que devia ser apartidário pelo cargo que lhe foi concedido, apareceu nas redes sociais em que situação?

(A) Segurando o Pixuleco em uma foto.
(B) Convocando todos para a manifestação contra o governo Dilma.
(C) Com camisa com estampa da cara do Aécio.
(D) Com a camisa do Brasil e a legenda “Fora, Dilma”.
(E) Todas as anteriores.

4- Os que estavam contra o impeachment falavam sempre em “mídia golpista”. Por quê?

(A) Porque as publicações como a Folha de S. Paulo e os veículos das Organizações Globo, além de publicações de extrema-direita de menor importância, só davam à população informações distorcidas e extremamente controversas.
(B) Porque havia semelhanças gritantes com o momento do Golpe Militar dado em 1964.
(C) Porque a condução das investigações da Operação Lava Jato pelo juiz Sergio Moro tratou o réu como inimigo público e tornou a conclusão do processo previsível independentemente das provas que surgiam.
(D) Porque parecia que havíamos embarcado numa República jurídico-midiática, em que as delações viraram a guilhotina de robespierre.
(E) Todas as anteriores.

5- Em diálogos gravados, semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff entre o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR) e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, quais são as frases ditas entre eles que provam que o impeachment foi um golpe?

(A)”Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer’…”.
(B) “Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”.
(C) “O Renan reage à solução do Michel. Porra, o Michel, é uma solução que a gente pode, antes de resolver, negociar como é que vai ser. ‘Michel, vem cá, é isso e isso, isso, vai ser assim, as reformas são essas'”.
(D) “Só Renan que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, porra”.
(E) Todas as anteriores.

6- Vendida pela Globo como “a maior operação de combate à corrupção da história”, a Lava Jato foi desmascarada por revelações do ex-advogado da Odebrecht, Tacla Durán. Segundo Durán:

(A) a Lava Jato usa provas forjadas.
(B) faz ameaças às famílias dos acusados para forçar a delação.
(C) cobra propina para proferir sentenças favoráveis a quem paga, segundo o próprio advogado.
(D) revela que Moro é um falso herói pleno de acusações, omitida pela imprensa cúmplice dos crimes denunciados.
(E) Todas as anteriores.

Física:

1ª questão:

Sabemos que a força de atrito depende da natureza das superfícies de contato. Sabendo disso, qual o contato cuja força de atrito vai ser a maior?

(A) Entre Bolsonaro e Feministas.
(B) Entre os que caçam pedófilos em museus e os que alertam sobre o fascismo.
(C) Entre os artistas e os falsos moralistas.
(D) Entre os que defendem direitos humanos e os que querem mais é que pobre e preto se explodam.
(E) Socorro.

2ª questão:

Qual das situações a seguir temos o plano bem inclinado?

(A) Escola Sem Partido
(B) Reforma da previdência.
(C) Reforma das leis trabalhistas
(D) Reforma do Ensino Médio
(E) Socorro

3ª questão:

Qual opção descreve um movimento retrógrado?

(A) Pessoas que pedem a volta da ditadura militar.
(B) Pessoas que são favor do Projeto Escola com Mordaça.
(C) Pessoas que são contra discussão de gênero nas escolas.
(D) Pessoas que fazem manifestação em porta de museus.
(E) Socorro.

4ª questão:

Gato de Schrodinger trata-se de uma experiência imaginária, na qual um gato, está vivo e morto ao mesmo tempo. A hipótese foi concebida pelo físico austríaco Erwin Schrödinger do século XX. De acordo com as leis do mundo subatômico, ambas as possibilidades podem acontecer ao mesmo tempo – deixando o animal simultaneamente vivo e morto. Mas e se um cientista olhasse para dentro da caixa? Ele não veria nada de mais, apenas um gato – vivo e morto. Isso posto, qual das opções a seguir representa melhor o Gato de Schrodinger?

(A) Democracia.
(B) Batedores de panela.
(C) O povo.
(D) Ciência no Brasil.
(E) Socorro.

5ª Questão:

Força é:

(A) massa na manifestação.
(B) massa de manobra mais televisão.
(C) massa de manobra mais corrupção.
(D) massa vezes oração.
(E) Socorro.

Biologia:

Um casal formado por um homem macho super hétero (XY) e uma mulher recatada e do lar (XX) fazem amor na posição papai-mamãe e forma uma família tradicional brasileira. Que características eles passarão para seus herdeiros?

(a) integridade
(b) amor à pátria
(c) temor a Deus
(d) horror a museus
(e) todas as anteriores

Química

Formada pelos elementos Carbono, Hidrogênio e Oxigênio, o Tetraidrocanabinol (C21H30O2) é a principal substância encontrada na maconha. Marque outro elemento ligado à maconha:

(a) artista que mama na lei Rouanet
(b) professor de história
(c) quem vai a museus
(d) petista

Matemática

Considerando que a área do território brasileiro é de aproximadamente 8 515 767 km², calcule quantos artistas pelados são necessários para implantar o comunismo em todo o território nacional.

Português

Leia o trecho abaixo de uma música feita por um comunista artista vagabundo safado que ganha milhões da Lei Rouanet:

“Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa.”

O autor desta canção:

(a) tem que ir para Cuba.
(b) gosta de museu.
(c) merece fuzilamento.
(d) é pedófilo.
(e) todas as anteriores.

Redação:

A justiça suspendeu a regra de zerar a redação para quem desrespeitar os direitos humanos, sendo assim, disserte sobre “como o crescimento do homossexualismo denegriu a moral no século 21”.

Boa prova!

A Escola ensina a não ler

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Leio compulsivamente desde que me entendo por gente. Sou viciada em literatura. Esta é a arte que mais consumo e que, de longe, mais me transforma. Não é por acaso que tenho rodado o Brasil com essa bandeira em punho: leiam literatura.

Por um pouco, a escola não cometeu comigo o crime que assassina e enterra para sempre inúmeros potenciais leitores: aprender a ter o desprazer de ler. Se ela não conseguiu me atingir foi porque me recusei – rebelde que sempre fui – a ler todos os livros que fui obrigada.

Fazia o que hoje vejo os professores horrorizados reclamando dos alunos: pegava o resumo – não na internet porque lá naquele tempo não existia – com o colega que havia lido. Enrolava nas respostas com ajuda de meus parcos neurônios e conseguia acertar a maioria das questões.

O lado bom: jamais falei que Machado de Assis é chato como ouvi de muitos colegas na época. Idem com Graciliano Ramos, Jorge Amado e até mesmo Fernando Sabino. Nunca reclamei deles porque quando os peguei no colo foi porque quis e estava espiritualmente preparada para recebê-los.

Literatura é arte. Imagina você ir para um show de Rock, ver um espetáculo de dança, assistir uma peça de teatro, por exemplo, sabendo que, depois, fará uma prova para conferir se, de fato, compreendeu bem o que lhe foi mostrado? Já de cara sua postura seria diferente se é que isso não minaria por completo sua vontade de usufruir dessas criações. Uma nota baixa significaria que você não serve para plateia. Tsc tsc… Não sabe interpretar a performance dos artistas.

É essa mensagem que a escola passa para os alunos: você não serve para leitor. E, pelo visto, é muito bem assimilada dado a quantidade de pessoas que sabem ler e nada lêem, o pior analfabetismo alimentado com maestria dentro das salas de aula.

A hora que perceberem que nenhuma arte deve ser enfiada goela abaixo como fazem quando preparam o foie gras (patê de fígado de ganso que tem que ficar inchado e, para tanto, eles mantêm à força e de forma torturante seu bico aberto enquanto lhe entopem de comida) e que a escola é a principal responsável pelo desinteresse pela leitura, vão parar com essa indecência de fazer prova de livros de literatura.

Os livros devem ficar expostos aos montes em toda a variedade possível e de fácil alcance. O resto a própria natureza dará conta. A magia sempre acontece porque a curiosidade é inata ao ser humano. A aversão à arte não. Esta é o que é ensinada pelas escolas.