Enem 2018

Como a moda é fazer questões interdisciplinares, estou aqui no meu cafofo em Madureira imaginando como pode ser a prova do Enem 2018 hoje.

Física

Qual das situações a seguir temos o plano bem inclinado?

(A) Escola Com Partido
(B) Reforma da previdência.
(C) Reforma das leis trabalhistas
(D) Estancamento da sangria
(E) Rampa do Planalto

Qual opção descreve um movimento retrógrado?

(A) Pessoas que pedem a volta da ditadura militar.
(B) Pessoas que são favor do Projeto Escola com Mordaça.
(C) Pessoas que que fazem gesto de arma nas fotos
(D) Pessoas que são a favor de filmar professores.

Gato de Schrodinger trata-se de uma experiência imaginária, na qual um gato, está vivo e morto ao mesmo tempo. Qual das opções a seguir representa melhor o Gato de Schrodinger?

(A) Democracia.
(B) Natal em família
(C) O povo
(D) Ciro Gomes.

Sabemos que a força de atrito depende da natureza das superfícies de contato. Sabendo disso, qual o contato cuja força de atrito vai ser a maior?

(A) Entre cidadãos de bem e Feministas
(B) Entre o MST e o Frota
(C) Entre os artistas e os militares
(D) Entre Folha e Bolsonaro.

Força é:

(A) massa na oração
(B) massa mais televisão.
(C) massa apoiando corrupção.
(D) massa vezes indignação .

Biologia

Um casal formado por um homem macho super hétero (XY) e uma mulher recatada e do lar (XX) formam uma família tradicional brasileira. Que características eles passarão para seus herdeiros?

(a) pontaria
(b) ódio aos gays
(c) hipocrisia
(d) horror a museus.

Química

Formada pelos elementos Carbono, Hidrogênio e Oxigênio, o Tetraidrocanabinol (C21H30O2) é a principal substância encontrada na maconha. Marque outro elemento ligado à maconha:

(a) artista que mama na lei Rouanet
(b) professor de história
(c) universitário
(d) petista.

Matemática

Considerando que a área do Brasil é de aproximadamente 8 515 767 km2, calcule quantas pessoas filiadas ao PT são necessárias para implantar o comunismo em todo o território nacional.

Português

Leia o trecho abaixo de uma música feita por um comunista artista vagabundo safado que ganha milhões da Lei Rouanet:

“Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia”

O autor desta canção:

(a) tem que ir para Cuba.
(b) gosta de museu.
(c) merece fuzilamento.
(d) é pedófilo.

[Redação] A linguagem ajuda a moldar nossa forma de ver o mundo. Disserte sobre uma frase escrita em um cartaz por quem acreditou em kit gay: “O homossexualismo denegriu a moral no Brasil”.

#enem
#enem2018

BASTA DE CENSU

Lula e Dilma quando foram presidentes falavam da necessidade de fazer a “regulação da mídia”. A manada anti PT que acredita em kit gay, Haddad estuprador, mamadeira ejaculadora e coisas afins disseram que era “censura comunista”. Ontem, o candidato eleito na primeira entrevista deixou claro que o jornal que não lhe agradar será eliminado.

Silêncio dos que só sabem falar em Venezuela.

Silêncio estarrecedor.

Nos Estados Unidos, país que vivem idolatrando, há muito tempo, foi estabelecido que donos de empresas que publicam jornais e revistas não podem controlar também canais de rádio e TV.

Ditadura? Comunismo?

Não. Nada disso.

Lá entende-se que muita concentração de poder em termos de difusão de informação é prejudicial para a democracia liberal que tanto defendem. Mas vale acrescentar: Todos os países democráticos têm regulamentação da atividade de imprensa.

Entendam: “regulação da mídia” não é coisa de país comunista. Dito de outra forma, não significa que vai ser definido o que as emissoras podem ou não podem dizer. Quem diz isso está, no mínimo, mal informado e votou em Bolsonaro.

O projeto vem com o intuito de garantir condições mínimas de operação do serviço de forma a manter o interesse público em primeiro lugar e não o lucro das empresas, como está acontecendo atualmente e vai piorar pelo que Bolsonaro falou.

Só não ri porque o barco é um só.

Mentira. Gargalhei comendo pipoca.

Voltando:

Acha justo que grande parte do tempo que seu filho fique em frente à televisão seja usado para estimular o consumo? Seria certo passar desenhos com linguagem de baixo calão para crianças ou cenas de sexo explícito no horário nobre? Por que não passa? Não pode ora bolas.

Ditadura? Comunismo? Não. Nada disso.

A nossa mídia já é, em certa medida, regulada pois “regulação da mídia” trata de uma exigência constitucional para definir regras concretas do funcionamento destes veículos.

É bom que se saiba: na Constituição brasileira de 1988 foram estabelecidos princípios que devem ser respeitados pelos canais de rádio e TV.

Pergunto-me primeiramente, então, por que nunca ninguém se levantou antes contra a nossa Constituição taxando-a de ditadora?

Questiono a seguir: se está na Constituição, por que, então, esse papo agora de “Regulação da mídia”? Essa eu mesma respondo. Quase trinta anos se passaram e nenhum artigo do capítulo que trata da Comunicação Social foi regulamentado. Isso acabou permitindo a consolidação de situações que contrariam os princípios ali estabelecidos, por exemplo, temos uma única emissora controlando cerca de 70% do mercado de TV aberta e a imensa maioria do espectro de radiodifusão é ocupada por canais privados com fins lucrativos, vide a quantidade de rádios evangélicas.

Ontem, Bolsonaro elogiou a Record pelo jornalismo isento. A Record. Do Edir Macedo.

Morri de rir imaginando a galera-fora-comunista ou de queixo caído (se entenderam o que está por vir) ou aplaudindo (afinal, acreditaram na versão manu-pedófila).

Voltando:

Pois então, a “regulação da mídia” define regras no sentido de atender aos objetivos definidos pela sociedade, a dizer, promover a diversidade cultural, garantir proteção dos cidadãos contra material que incite ao ódio, à discriminação e ao crime, e contra a propaganda enganosa; proteger crianças e adolescentes de conteúdos nocivos ao seu desenvolvimento; proteger a cultura nacional, entre outros.

A própria Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) defende há muito tempo esse controle pelos motivos aqui citados.

Mas por que os empresários de comunicação são contrários à regulação? E a liberdade de expressão? Onde fica?

Entenda:

A questão da liberdade não pode ser sinônimo da ausência de interferência do Estado. A ideia de liberdade de expressão é um conceito encontrado na experiência democrática na Grécia lá pelos idos antes de Cristo. Ela se realiza na medida em que há a participação do ser humano livre na elaboração das regras às quais ele deve se submeter. Ele é livre por participar da elaboração das regras que confirmam a sua liberdade. Não tem nada a ver com a ideia de ausência de interferência do Estado.

Regular os meios de comunicação de massa neste sentido que Dilma e Lula propuseram está longe de estabelecer práticas de censura da mídia. Pelo contrário, a regulação é necessária para democratizar a alta concentração de poder instalada nos meios de comunicação de massa, garantindo um efetivo exercício da liberdade de expressão.

Já o que Bolsonaro propôs ontem é censura mesmo.

Se você, eleitor desse que confessa não entender nada de economia, não compreendeu patavinas do que escrevi, imagina um petista anunciando que “verbas publicitárias do governo só para quem se ‘comportar bem”. Conseguiram agora?

Então. Censura. Escancarada.

Vou à urna com Marielle em mim.

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Nessa onda toda de censura que estamos vivendo, o mais alarmante a meu ver foi implicarem com as faixas de “Marielle Vive” ou “Quem matou Marielle?” nas universidades.

Como já disseram. Marielle virou uma ideia e esta não se mata. Pelo contrário. Virou semente. Os eleitores de Bolsonaro (assim como ele próprio) odeiam tudo o que Marielle Franco representa. Ela expunha nas redes sociais sua luta contra o racismo e a violência, em especial contra jovens e mulheres.

Marielle sempre mostrava indignação pelo fato da mídia não dar a mesma importância que dava para Zona Sul para um tiroteio na favela. Qualquer confusão em áreas de IPTU caro gera mais indignação do que mortes em comunidades carentes. “Onde mora sua comoção?”, era a pergunta recorrente de Marielle.

Se Bolsonaro disser que vai sair metralhando na rua a esmo e que vai morrer branco rico mas paciência porque inocentes morrem nas guerras, ia ser um quiprocó no Leblon e imediações. Dizer que vai dar tiro no escuro em favelas, se duvidar, até votam nele por isso.

Marielle assinou um projeto importante, dentre vários outros, sobre contratos da prefeitura com organizações sociais de saúde, alvos frequentes de investigações sobre corrupção. Ajudou a regularizar a profissão dos moto táxis que são fundamentais nas comunidades. Ela era presidente da Comissão Permanente de Defesa da Mulher e havia sido escalada para representar a Câmara do Rio em Brasília, para acompanhar a Intervenção Federal na Segurança Pública no Estado fluminense.

Marielle criticava e denunciava os abusos da polícia. Um dia antes de ser assassinada, a vereadora questionou ações da PM. Não sem motivo ela fazia isso. Sempre cobrou do Estado resposta e responsabilidade pela morte de inocentes em comunidades carentes. Além disso, Marielle sempre lutou na Câmara pelo direito de amar seja lá quem for.

Não é à toa que Bolsonaro e seus seguidores entendem que as faixas pela memória de Marielle são consideradas propaganda eleitoral contra eles que dizem que vão acabar com as minorias que ela encarnava, que vai mandar gente como Marielle pra prisão ou pro exílio.

Não se governa um país com ódio.

Lembrar Marielle hoje é uma forma de resistência. É pensando nela que me dirijo à urna.

MARIELLE PRESENTE!

Caso me encontre por aí hoje…

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Fui com meu carro ontem de Madureira para a Lapa. Fui de carro para economizar Uber. De Madureira para qualquer lugar que eu vou, minha corrida nunca é menos de 50 reais.

Na volta. Cadê. 11 horas da noite e cadê meu carro… Não sabia se tinham levado o taki-móvel ou feito coisa errada. Segunda opção.

Fui rebocada.

Melhor assim. Estacionei em lugar proibido sem querer. Confiei no flanelinha. Me f*di de vermelho.

Sabia ao menos onde pafúncio estava.

Glória a deux.

Hoje de manhã. Fui imprimir o boleto para pagar tudo e levar para o depósito para liberarem meu carro.

Impressora não funcionava.

Tive que ir na minha mãe que mora perto. Consegui. Ufa.

Só podia pagar em banco. Não aceitam pagamento feito pela internet.

Ok.

Resolvi ir na agência do CEFET no Maracanã que é sempre vazia. Cheguei lá rápido. Tinha pressa e paguei um táxi porque tenho que trabalhar ainda hoje.

O sistema estava fora do ar.

E eu estava sem dinheiro. Precisei ir em outro Banco do Brasil andando. Era longe e precisava pagar. Cada diária no depósito é um rim.

Fiquei presa na porta giratória do banco da Praça da Bandeira por minutos. Até com meia implicaram. Quase tive que tirar minha roupa. Consegui entrar.

Paguei.

Vim aqui até o depósito em São Cristóvão com todos os documentos e tudo pago. Enfrentei filas enormes. Fui atendida. Amém. Carro liberado.

Fui pegar o carro.

Cadê a chave.

Esqueci a chave em casa.

Vou ali enfartar e já volto. Se me encontrar hoje na rua me abraça e me dá dinheiro.

Exílio, jardins e botequins

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O ano começou com a decisão louca de passar as férias com ele. Havia conhecido Pipo em abril de 2017 e estava, como dizem por aí, perdidamente apaixonada desde o primeiro minuto em que o vi. Li muita filosofia, mas encontrei de forma satisfatória a explicação do que sinto nas músicas sertanejas. Nesse nível que ando superlativa e hiperbólica, gente.

Eu e Pipo não tínhamos quase tempo para conversar. Coincidir a minha agenda com a dele é modalidade olímpica. Tudo poderia acontecer porque a convivência revela coisas que encontros furtivos nos poupam.

Lá fui eu para Brasília deixando, pela primeira vez, todos meus filhos em casa.

Em Janeiro, eu ainda em Brasília, trabalhei intensamente para a finalização do meu livro Isaac no Mundo das Partículas. O livro já havia virado espetáculo infantil cuja estreia foi no dia 27 de Janeiro. Voltei de Brasília e ainda consegui pegar os ensaios finais. Houve trocas profundas de ideias por telefone entre mim e Joana Lebreiro, a diretora do espetáculo no tempo que estive longe do Rio.

Fui buscar os livros em São Paulo onde consegui uma gráfica mais em conta. Eu, que tenho pavor em andar só, fui sem ninguém ao meu lado dirigindo até sampa. Mas voltei com muitos livros. Meu carro se transformou na nave que Isaac usa para viajar no tempo e no espaço. Dentro dela, carreguei, além de infinitas partículas, um universo de sonhos a ser compartilhado,

Isaac no Mundo das Partículas foi lançando em fevereiro com a presença do ilustrador e grande artista Sérgio Ricciuto Conte. Saindo da noite de autógrafos, fomos direto para a Sapucaí ver a Tuiuti, sambar e gritar porque já sabíamos que nossa voz poderia ser, em breve, calada.

Foram mais de mil livros vendidos em menos de um mês. Todos embrulhados, etiquetados e postados por mim com ajuda da trupe lá de casa.

Em julho, tirei licença do CEFET para participar da minha primeira campanha. Era também a primeira vez em 25 anos que me afastava das salas de aula.

Ser do PT e fazer campanha nas ruas do Rio de Janeiro ao lado de Marcia Tiburi, Benedita e outras figuras nas quais sempre me inspirei não são coisas fáceis para serem assimiladas. Não dormia de tanta ansiedade. Visitei ocupações, sindicatos, comunidades, conheci artistas que já sabiam meu nome. Fui xingada e ameaçada por pessoas que votarão em um fascista.

Não. Não foi fácil administrar tanta adrenalina.

Estar no palanque foi o grande desafio a ser vencido. Não sabia exatamente como agir diante toda aquela grandeza sem me perguntar o que estava fazendo ali. Falar com uma plateia sedenta de grito de guerra estando eu tão insegura com a minha capacidade para lidar com tudo aquilo foi como escalar um muro de cimento à unha com um cachorro raivoso latindo e pronto a me morder caso caísse.

Sou desajeitada com os chamados.

Tive que aprender a trabalhar em equipe. A peça Isaac foi um trabalho coletivo, mas só participei do processo como espectadora. Na campanha não. Tudo estava centralizado em mim e eu não agia mais pela minha vontade e sim pelo consenso de uma equipe na qual confiei 100%.

Acordava sem saber para aonde ia e que horas o dia terminaria.

Quase 29 mil votos. Fui a candidata do PT mais votada no município do Rio de Janeiro. Superei parlamentares antigos do partido. Ganhei moral, a primeira suplência e uma bagagem de toneladas de tanto aprendizado.

Mal terminou a campanha, o livro Filosofilhes ficou pronto e parti para trabalhar a entrega de todos que colaboraram com o financiamento coletivo. Foram mais de 100 livros autografados, embrulhados e postados. Tudo feito por mim.

Durante a campanha, trabalhei na revisão do livro e com a necessidade de mudar o nome da criança na última hora. Já havia uma empresa com o nome Filhosofia e por pouco não perdi muito dinheiro. Dá-lhe reuniões, consultas, advogados e novas decisões.

Enquanto tudo isso vai acontecendo, o espetáculo Isaac que ficou em cartaz por 3 meses no Rio foi indicado para vários prêmios. Lembro-me que saí do avião voltando de Brasília, onde havia feito o lançamento do Filosofilhes + Isaac (em que faltaram livros para tanta demanda), e fui direto para a cerimônia de premiação. Choro cada vez que vejo a nave do meu filho viajando por esse universo. Ela ganhou altitude e não a controlo mais.

Em cada canto que vou, conheço mais pessoas. Famosas ou não, é cada constelação em essência que vem até mim que nem sei viu. Recebi infinitos abraços e em todos eles fechei meus olhos. Não aceito nada menos do que 100%.

Ainda há muito para acontecer. Companheiros estão sendo ameaçados e mortos. Lula está preso de forma arbitrária e injusta. A cadela do fascismo está copulando devassamente. Há livros para serem escritos, outros tantos para serem lidos e uma guerra a ser vencida. Prometi a Lula que estaria na linha de frente e se tem algo que tenho, além de muito medo, é palavra.

Como se tudo não bastasse, resolvi me mudar para morar com o Pipo e começar uma nova etapa da minha vida em um outro lar em que ambos construiremos do zero. A convivência, de fato, me revelou coisas que encontros furtivos jamais me mostrariam: uma conexão ímpar mais a surpresa de que há em mim um tesão infinito.

Acertei quando fui até ele.

O medo me cativa assim como a escuridão. Meu espetáculo não é ensaiado e sim feito de improvisações. Tem sido muito melhor fazer – mesmo sem ter garantia nenhuma – do que assistir a hora passar na paz que somente os sofás oferecem. Vivo fora da zona de conforto, esse lugar que se morre em vida. Cansa mas há muita poesia na exaustão.

Quanto ao Brasil, perdemos muitos amigos mas fizemos muito irmãos. E com eles caminharemos juntos seja lá para qual exílio, jardim ou botequim essa estrada nos levar.

Que as deusas me protejam porque meu Deus. Como estou animada para viver.

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Carta de Lula para o povo brasileiro sobre o segundo turno.

Carta de Lula sobre o segundo turno das eleições divulgada há pouco. Leiam leiam. Por favor, leiam:

“Meus amigos e minhas amigas,

Chegamos ao final das eleições diante da ameaça de um enorme retrocesso para o país, a democracia e nossa gente tão sofrida. É o momento de unir o povo, os democratas, todos e todas em torno da candidatura de Fernando Haddad, para retomar o projeto de desenvolvimento com inclusão social e defender a opção do Brasil pela democracia.

Por mais de 40 anos percorri este país buscando acender a esperança no coração do nosso povo. Sempre enfrentamos o preconceito, a mentira e até a violência, e, mesmo assim, conseguimos construir uma profunda relação de confiança com os trabalhadores, com as pessoas mais humildes, com os setores mais responsáveis da sociedade brasileira.

Foi pelo caminho do diálogo e pelo despertar da consciência cidadã que chegamos à Presidência da República em 2002 para transformar o país.

O povo sabe e a história vai registrar o que fizemos, juntos, para vencer a fome, superar a miséria, gerar empregos, valorizar os salários, criar oportunidades, abrir escolas e universidades para os jovens, defender a soberania nacional e fazer do Brasil um país respeitado em todo o mundo.

Tenho consciência de que fizemos o melhor para o Brasil e para o nosso povo, mas sei que isso contrariou interesses poderosos dentro e fora do país. Por isso tentam destruir nossa imagem, reescrever a história, apagar a memória do povo. Mas não vão conseguir.

Para derrubar o governo da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, juntaram todas as forças da imprensa, com a Rede Globo à frente, e de setores parciais do Judiciário, para associar o PT à corrupção. Foram horas e horas no Jornal Nacional e em todos os noticiários da Globo tentando dizer que a corrupção na Petrobras e no país teria sido inventada por nós.

Esconderam da sociedade que a Lava Jato e todas as investigações só foram possíveis porque nossos governos fortaleceram a Controladoria Geral da União, a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário. Foi por isso, e pelas novas leis que aprovamos no Congresso, que a sujeira deixou de ser varrida para debaixo do tapete, como sempre aconteceu em nosso país.

Apesar da perseguição que fizeram ao PT, o povo continuou confiando em nosso projeto, o que foi comprovado pelas pesquisas eleitorais e pela extraordinária recepção a nossas caravanas pelo Brasil. Todos sabem que fui condenado injustamente, num processo arbitrário e sem provas, porque seria eleito presidente do Brasil no primeiro turno. E resistimos, lançando a candidatura do companheiro Fernando Haddad, que chegou ao segundo turno pelo voto do povo.

O que assistimos desde então foi escandaloso caixa 2 para impulsionar uma indústria de mentiras e de ódio contra o PT. De onde me encontro, preso injustamente há mais de seis meses, aguardando que os tribunais façam enfim a verdadeira justiça, minha maior preocupação é com o sofrimento do povo, que só vai aumentar se o candidato dos poderosos e dos endinheirados for eleito. Mas fico pensando, todos os dias: por que tanto ódio contra o PT?

Será que nos odeiam porque tiramos 36 milhões de pessoas da miséria e levamos mais de 40 milhões à classe média? Porque tiramos o Brasil do Mapa da Fome? Porque criamos 20 milhões de empregos com carteira assinada, em 12 anos, e elevamos o valor do salário mínimo em 74%? Será que nos odeiam porque fortalecemos o SUS, criamos as UPAS e o SAMU que salvam milhares de vidas todos os dias?

Ou será que nos odeiam porque abrimos as portas da Universidade para quase 4 milhões de alunos de escolas públicas, de negros e indígenas? Porque levamos a universidade para 126 cidades do interior e criamos mais de 400 escolas técnicas para dar oportunidade aos jovens nas cidades onde vivem com suas famílias?

Talvez nos odeiem porque promovemos o maior ciclo de desenvolvimento econômico com inclusão social, porque multiplicamos o PIB por 5, porque multiplicamos o comércio exterior por 4. Talvez nos odeiem porque investimos na exploração do pré-sal e transformamos a Petrobras numa das maiores petrolíferas do mundo, impulsionando nossa indústria naval e a cadeia produtiva do óleo e gás.

Talvez odeiem o PT porque fizemos uma revolução silenciosa no Nordeste, levando água para quem sofria com a seca, levando luz para quem vivia nas trevas, levando oportunidades, estaleiros, refinarias e indústrias para a região. Ou talvez porque realizamos o sonho da casa própria para 3 milhões de famílias em todo o país, cumprindo uma obrigação que os governos anteriores nunca assumiram.

Será que odeiam o PT porque abrimos as portas do Palácio do Planalto aos pobres, aos negros, às mulheres, ao povo LGBTI, aos sem-teto, aos sem-terra, aos hansenianos, aos quilombolas, a todos e todas que foram discriminados e esquecidos ao longo de séculos? Será que nos odeiam porque promovemos o diálogo e a participação social na definição e implantação de políticas públicas pela primeira vez neste país? Será que odeiam o PT porque jamais interferimos na liberdade de imprensa e de expressão?

Talvez odeiem o PT porque nunca antes o Brasil foi tão respeitado no mundo, com uma política externa que não falava grosso com a Bolívia nem falava fino com os Estados Unidos. Um país que foi reconhecido internacionalmente por ter promovido uma vida melhor para seu povo em absoluta democracia.
Será que odeiam o PT porque criamos os mais fortes instrumentos de combate à corrupção e, dessa forma, deixamos expostos todos que compactuaram com desvios de dinheiro público?

Tenho muito orgulho do legado que deixamos para o país, especialmente do compromisso com a democracia. Nosso partido nasceu na resistência à ditadura e na luta pela redemocratização do país, que tanto sacrifício, tanto sangue e tantas vidas nos custou.

Neste momento em que uma ameaça fascista paira sobre o Brasil, quero chamar todos e todas que defendem a democracia a se juntar ao nosso povo mais sofrido, aos trabalhadores da cidade e do campo, à sociedade civil organizada, para defender o estado democrático de direito.

Se há divergências entre nós, vamos enfrentá-las por meio do debate, do argumento, do voto. Não temos o direito de abandonar o pacto social da Constituição de 1988. Não podemos deixar que o desespero leve o Brasil na direção de uma aventura fascista, como já vimos acontecer em outros países ao longo da história.

Neste momento, acima de tudo está o futuro do país, da democracia e do nosso povo. É hora de votar em Fernando Haddad, que representa a sobrevivência do pacto democrático, sem medo e sem vacilações.”

E há quem ainda quem tente me convencer a mudar de partido. Orgulho da minha estrela. Uma honra estar ao lado dessas pessoas que lutam tanto pelo povo.

Até breve, meu presidente. O amor há de vencer o ódio.

Que sonho seria um candidato desses…

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Será que alguém aqui que zela pela educação  reclamaria em eleger um candidato que tenha uma pós graduação em economia e em filosofia? E se ainda tivéssemos uma boa dissertação e uma excelente tese de doutorado para podermos avaliar a qualidade do raciocínio desse candidato? Que beleza seria, não?

Não que eu ache que títulos implique inteligência, mas o Brasil está tão doido que seria ótimo ter provas documentadas em mãos para podermos falar que o nosso candidato debateu a fundo e com sabedoria esses temas que são fundamentais para avaliarmos nosso futuro.

Seria bacana alguém que tivesse sido algo grande na Educação. Tipo um ministro. Porque só assim poderíamos ver mesmo de perto o que o candidato pensa sobre Educação pública e o que está disposto a fazer para que camadas menos privilegiadas cheguem às universidades.

Quem aqui não gostaria de ter um candidato que tivesse inaugurado uma visão sistêmica da educação fazendo, por exemplo, o ministério da educação a atuar da creche à pós-graduação, entende como? Isso diria muito sobre ele, não?

Você reclamaria de um candidato que tivesse, além disso tudo, instituído algum índice de desenvolvimento da educação básica, tipo o IDEB, para podermos ver se a educação básica e o ensino médio estão crescendo como deveriam?  Daria para ter uma noção real sobre o modo como o candidato valoriza a educação, concordam?

Imagina ainda se esse indicador permitisse estabelecer metas de desempenho anual para cada escola, município e estado, bem como melhorar a distribuição dos recursos pela identificação das carências localizadas? Que sonho uma pessoa dessas na presidência!

Como seria bom um candidato desses…

E ainda. Já pensou se esse candidato já tivesse criado um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, tipo a FUNDEB? E olha que bacana seria se com esse fundo tivéssemos visto uma ampliação do  fundo de financiamento – antes restrito ao ensino fundamental – para toda a educação básica, incluindo creche, pré-escola, ensino médio e modalidades como alfabetização de adultos, educação no meio rural, entre outras…

Nossa… que bacana seria ter um candidato que já pensou em tudo isso…

Imagina se ele ainda conseguisse estabelecer o piso salarial nacional para o professor, que passaria a ser progressivamente adotado pelas unidades federativas! Uau…

Quem aqui não desejaria um candidato que já tivesse mostrado que consegue aumentar o investimento público em educação de 3,9% para 5,1% do produto interno bruto, por exemplo? Isso diria tanta coisa sobre ele, não? Não estaríamos votando no escuro ou em quem votou pelo congelamento nos investimentos na Educação por vinte anos, como Bolsonaro, por exemplo.

E se na gestão desse candidato ainda como ministro da Educação (que lindo seria ter um candidato que já foi ministro da Educação!) ele tivesse  expandido o acesso ao ensino superior com a criação de catorze novas universidades federais e mais de 100 campi?

Meodeos que sonho e alegria votar em um candidato desses…

E se esse candidato tivesse ajudado a conceber a ideia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia? Já pensou que maravilha se meu candidato tivesse algo a ver com isso já que a qualidade dos profissionais que se formam pelos Institutos Federais é elogiada em todo Brasil?

Imagina se por causa desse candidato dos nossos sonhos o número de formandos crescesse em quase 200%! Imagina se a gente tivesse um candidato que já provou ter conseguido  apoio político para aprovar Emendas Constitucionais tipo a nº 53 e nº 59 que alteraram oito dispositivos da Constituição, instituindo, por exemplo, a obrigatoriedade do ensino dos 4 aos 17 anos, o fim do dispositivo de Desvinculação de Receitas da União (DRU) que retirava do orçamento do MEC, desde 1995, cerca de R$ 10 bilhões ao ano, o limite mínimo do investimento público em educação como proporção do PIB e a extensão dos programas complementares de livro didático, alimentação, transporte e saúde escolar para toda a educação básica, da creche ao ensino médio. Só imagina que beleza seria.

E nós, amantes da leitura ainda, amaríamos votar em quem ajudou a distribuir mais de 700 milhões de livros gratuitos para estudantes do ensino fundamental e ensino médio. ❤

Ainda bem que meu candidato existe:

Haddad 13.

(Elika Takimoto – professora de física do CEFET/RJ)