Diário de viagem. 2º dia no Chile

Lembrem-se, clicando nas fotos a gente consegue ampliá-las e vê-las com mais nitidez, ok?

Começamos o dia conhecendo uma vinícola que fica a meia hora de Santiago:  Concha y Toro.

Lá são oferecidas visitas guiadas todos os dias exceto feriados. Fizemos o tour com degustação e gastamos em torno de 35 dólares cada um para isso. Fomos por conta própria seguindo o roteiro do blog “Viagem na Viagem”. Pegamos metrô até a estação ‘Plaza de Puente Alto‘ e depois menos de 10 minutos dentro de um táxi. Concha y Toro fica no Valle del Maipo, ali pelos arredores de Santiago. Lá chegando nos deparamos com essa paisagem:

Nada mal, não? Foto batida por mim na minha maquineta de bolso! Maneiraço.

Mesmo não conhecendo nada de vinhos  me senti na obrigação de visitar uma vinícola e aprender um pouco sobre a produção dessa bebida. Por exemplo, foi aqui a redescoberta da uva Carmenère considerada extinta numa determinada época que já não me lembro qual. O lugar é lindo, frondoso. Para chegar ao casarão onde viveu o fundador, Don Melchor, há um túnel de folhagens que se entrelaçam. 

Em seguida, partimos para conhecer os vinhedos. Aprendemos sobre tipo de uvas e a importância de cada tipo para cada vinho. Até eu com todas as minhas limitações auditivas e dificuldades na língua aprendi um tanto assim de coisas. Mas o mais legal é que sem sabermos, acertamos em cheio na época de viajar para o Chile! As uvas de tooooodas as vinícolas estavam maduréééésimas e seriam recolhidas na semana seguinte no máximo. Qualquer outra época em que se vá para lá, você não pode provar uva nenhuma. E nós, podíamos provar tooooooodas que quiséssemos!!! Não é o máximo?
E elas são realmente diferentes umas das outras e diferentes de qualquer uva que compramos no supermercado. Elas são pequetitinhas e muuuuuuuito doces. Uma dilícia!!!! Quanto mais doce mais álcool terá o vinho, ok?
Depois tem as provas. Ensinam a gente a dar aquela fungada chique, a balançar a taça e ver o vinho escorrendo (dependendo da forma que ele desce na taça sabemos se ele tem muito álcool ou pouco). Chiquerééééésimo. Eu antes balançava, fungava e olhava, mas sem entender nadica de nada, só para não ficar mesmo para trás, mas agora eu vou fazer tudo isso com propriedade porque depois de passar por tantas vinícolas eu me considero uma sommeliera!
A próxima parada do tour: as bodegas onde os vinhos são armazenados. Na parte dos barris antigos é onde conhecemos a história da bebida mais célebre da Concha y Toro e um dos vinhos chilenos mais conhecidos no mundo: o Casillero del Diablo. Urruruuurrrárrráááááááá
Lá dentro fazia muito frio e silêncio. 
Maneiraço!!! O guia apaga as luzes e uma voz começa a narrar a história no meio de uma escuridão. Ao fundo algumas projeções na parede que ilustravam a história que pode ser resumida assim: para proterrer la producion qui estaba siendo surrupiada por un emprerrado, Don Mechor inventou que El Diablo vivia ali, quer dizer, acá. Urrurrrurráááááá. O povo, bobão que era, acreditou e os roubos acabaram. Fim da história.
Depois fomos nas bodegas mais atuais, cheias de tonéis de carvalho vindo de um país que me esqueci qual foi. Acho que vem de vários. Sei que é importado. Eles são usados por uns quatro anos e depois vendidos para armazenar outras bebidas destiladas.
E dá-lhe mais degustação!
E dá-lhe fuçar nas máquinas em exposição!
Na volta, dividimos um táxi com duas meninas paulistas que estavam no final da viagem. Disseram que  a ‘Concha y Toro’ juntamente com o tour não era nada comparado às outras vinícolas, que foi tudo uma presepada só porque ‘Casillero del Diablo’ é um vinho muito conhecido, que é tudo muito pra turista e bababá bububú. Eu fiquei beeeem feliz com o que elas disseram porque havia achado tudo o máximo, como vocês perceberam. E ainda íamos ver coisas muuuuuuito melhores!!!! Oba!!!!!! A viagem estava apenas começando!
Na volta, adivinha! Resolvemos andar por aí, por acá, por alá. Alá meu bom alá e lá vamos nós de novo! Saltamos na estação Moneda e nos deparamos com o que? Com o ‘Palácio de la Moneda’, sede da presidência chilena que foi bombardeado em 1973 pelos Pinochenses!
Lindão… Ele foi construído no início do século XIX. Tem as paredes feitas de pedras enooooormes para dar resistência necessárias aos terremotos frequentes por lá. Essa é uma das poucas construções da era colonial que ainda permanecem de pé em Santiago. Como não fomos com guias não chegamos lá na hora certa em que ocorre a troca da guarda. Para dizer a verdade fiquei sabendo disso agora pelo gúgol onde fui conferir algumas informações para ver se não estava dizendo bobagem. Droga! Perdi a troca dos soldadinhos!
E continuando a caminhada demos com uma esquina bem elegante onde fica a Intendencia de Santiago que eu não tenho a menor ideia para que serve, mas que é elegantééééééérrrima ah isso é. Adoro construções imponentes.
Depois nos deparamos com a Universidad de Chile. Outro prédio bem bacana.
Pausa para o mapa-man se encontrar.
Nessa rua eu comprei dois chapéus – um pra mim e outro pra Nara – em um camelô no equivalente a menos de 10 reais cada um. Depois os vi em uma butique no Bella Vista (ponto turístico), os mesmos!, iguaizinhos!!! custando mais de 100 reais, já devidamente convertidos. Fala sério! Quer mais felicidade do que isso?  Daqui para a frente vocês me verão sempre com um deles. 
O nosso destino era o cerro de Santa Lucia, mas antes resolvemos dar uma olhada (seguindo a dica do blog “Viagem na Viagem”) no “barrio” Paris-Londres. ‘Barrio’ para eles é tipo ‘vila’ para a gente. Paris-Londres são apenas duas ruas que se cruzam. O que tem de especial? O charme. Mega formosas as ruas! Alguns hotéis antigos ajudam a completar o cenário. Adoro ruas charmosas.
No caminho, uma da série: “Ruas que falam”:
A foto seguinte tem duas coisas interessantes. Uma é o relógio mostrando em que horas passamos por ali. Ao fundo, uma torre repleta de antenas. Todas as vezes que eu olho algo parecido imagino que estamos  tentando captar sinais de extra-terrestres.
Passamos pela Biblioteca Nacional de Santiago e aproveitamos para ver a amostra ‘La história de una foto’. 
Bem maneiro. Mas aí dentro aconteceu algo triste da viagem. Eu fui tirar o meu casaco de gola alta porque estava com calor. Daí, ele ficou preso no meio da cabeça e eu continuei puxando puxando puxando e mexendo o corpo todo para ver se saía mais rápido. Consegui passá-lo pelo nariz e depois ele ficou levantando uma pálpebra e o outro olho ficou na escuridão forçada pela gola. Foi quando tive a visão da cara de assustado do Nelson olhando para mim. Fui me aproximando dele tentando me livrar do casaco e me rebolando toda ao mesmo tempo, era uma tentativa dele entender que eu precisava de ajuda.e eu sou muito ligada nessa parada de expressão corporal. Levo isso muito a sério.  Não podia gritar, pois estávamos em uma Biblioteca. Conseguia já enxergar bem a cara dele ainda mais intimidada dando passos para trás com os olhos arregaladaços, mas não menos que os meus, pois a essa altura o casaco estava preso nas orelhas e como eu o puxava para cima com muita força, ele estava levantando bem a minha testa. E assim, fazendo com meu corpo o que uma criança faz quando brinca de bambolê e depois de muito sacrifício e nenhuma ajuda, eu consegui sair do casaco. O casaco me pariu. Foi isso. 
A coisa triste que aconteceu é que perdi meu brinco e só fui me dar conta disso no hotel. O brinco foi presente de aniversário de minha irmã mais velha e desde que o ganhei não havia mais usado outro. Passei lá na Biblioteca duas vezes depois na esperança de alguém achá-lo. Uma, a Biblioteca estava fechada e a outra obtive uma resposta negativa. Snif. Snif. Snif.
Mais algumas passadas e chegamos ao Cerro Santa Lucia. Já disse para vocês quando narrei o primeiro dia de viagem que ‘cerro’ lá quer dizer morro. Santa Lucia então pode ser considerado um Cerrinho comparado ao de San Cristobal em que visitamos no Domingo. Mas ele tem um encanto danado. Cada cantinho para qual você olha é uma surpresa, uma paisagem diferente. Esse foi o lugar mais romântico em que fui em toda a minha vida. Nas fotos, tento mostrar o porquê.
Comecemos pela vista lá de baixo. 
Eu  quis trazer esse lugar pra sempre comigo e por isso exagerei na quantidade de fotos. Mas, vamos subir um pouco o Cerro.
E mais um pouco:

Não é tudo muito lindo? Casais namorando por todos os lados! E ainda nem subimos o cerro todo! Passaria um dia inteiro ali. E a subida, mega tranquila porque é tudo muito cheio de surpresas. Avanti!



Reparem a alegria do Nelson tirando foto ao lado de estátua de cachorro. “Eka, bate aqui para eu mostrar pra Bete como eu não tenho medo de cachorro!”. Lá em cima, era uma namoradeira só. Mas nada de baixaria não. Coisa light e até bonita de se ver. Maneiraço. Além da visão espetacular da cidade. Assim que comecei a descer já olhei para cima com saudades daquele lugar.


Ai ai…
E agora? Seguindo o roteiro, logo ali mais à frente chegaríamos à Calle Lastarria. Bóra ver o que é isso!
Uma coisa que eu achei muito legal lá em Santiago foram os uniformes dos alunos. Muuuuuito elegante e bonitinho! Eles usam, em sua grande maioria, sapatos e não tênis. Terno, gravata, saias com estampas xadrex ou lisas… uma gracinha! Ao longo da viagem eu fui fotografando quando dava. Nelson ficava meio incomodado com a minha indiscrição e eu tentava me controlar. Mas esse casal fofuréééééésimo eu, por exemplo, não resisti. Clic!
Do outro lado da rua a Universidad Catolica do Chile. Hiper imponente.
Reparem o close no que estava escrito bem na frente do prédio. Queria muuuuito ter acesso às aulas que são administradas aí dentro.
E enfim, chegamos mooooortos ao Calle Lastarria: o epicentro do ‘Barrio Lastarria’. Um aglomerado de cafés, bares e restaurantes tipo os de Bella-Vista. Ali comemos uma gororoba, e finalizamos num café giga chiquerééééésimo e inesquecível.
 E o dia foi:
Amanhã, Valparaíso. Mal sabia eu que iria conhecer o lugar mais das galáxias que eu conheci em toda a minha vida!

7 Comentários

Arquivado em Crônicas, fotos, Viagem

7 Respostas para “Diário de viagem. 2º dia no Chile

  1. Tô adorando a viagem. Mas, uma perguntinha: Vc foi direto da Vinícula prá Biblioteca? Sim, pq só muitas degustações justificariam o fato de um casaco parir uma pessoa… Com relação à foto do Nelson provando que não tem medo de cachorro… vou bater nele! Muito cara de pau, ele!Agora, hora de dormir um pouquinho e aguardar as novas andanças e aula de Chile. Por falar em "Viagem na viagem", que sempre ouço na BandNews, vc já pensou em mandar essas suas (nossas, né bem?) impressões e aventuras Chilenas prá eles??? Gosto muito do rapaz que faz o programa, mas vc, é impagável! Beijos.Alice Gracez

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  2. Muito maneiro e descritivo como se estivéssemos lá!Valeu!!!

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  3. Curtindo Tudo amiga não pare! Boa viagem!

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  4. Oi, AliceFui sim diretaço! =)É isso! O cara da band news. Eu fiz a viagem dele tudo igual e deu nisso!=)Beijos

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  5. Valeu, Maza!!!É uma maneira de compartilhar histórias bem legal. Dividir isso com os amigos é o que há!Beijos

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  6. Ai, Lu…Tô adorando a sua companhia…Beijos

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  7. Menina, a foto do cavalo arrasou! E esse chapéu é lindo demais!!!!!Tô adorando tudo!!!!!bjs

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